Eliseu de Almeida lidera ranking da trepidação no trânsito de SP

Por Caio Cuccino Teixeira

Trafegar pela avenida Eliseu de Almeida, na zona oeste de São Paulo, não é fácil. Em mais da metade (60%) do percurso, o motorista tem a sensação de estar em uma estrada de terra.

A constatação foi feita pela reportagem da BandNews FM, que foi às ruas, na semana passada, com um equipamento capaz de medir o nível de trepidação das avenidas que mais receberam queixas na série “Trepida”, iniciativa pioneira da rádio que recebeu mais de 2,1 mil telefonemas e mensagens nos últimos quatro meses.

Em um trajeto de 22 minutos na Eliseu de Almeida, a repórter Michelle Trombelli enfrentou 12 minutos de trepidação.

“Faz 12 anos que eu moro aqui e sempre ouvi as pessoas reclamando dessa avenida, mas ninguém faz nada”, diz a ouvinte Maria Isabel Pierucci.

O problema por ali, segundo o engenheiro civil especializado na área de transportes e pavimentação, João Virgílio Merigui, é diferente de outras vias em que a irregularidade é mais superficial.

“Foi falha construtiva, ocorrida há muitos anos. As camadas inferiores não foram compactadas. O que nós temos na Eliseu de Almeida são afundamentos”, afirma Merigui.

A avenida Presidente Wilson, na zona leste, foi a segunda colocada no ranking da trepidação, com um índice de trepidação bem próximo do verificado na Eliseu de Almeida.

A avenida Doutor Assis Ribeiro, via que teve o maior número de reclamações, apresentou um índice elevado de trepidação em 25 minutos de um total de 52, ou seja 48%.

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