Agressões a jornalistas devem ser apuradas, diz Fernando Grella

Por Caio Cuccino Teixeira
Grella anunciou a divulgação da imagens do latrocínio do policial morto, que pode ser o fato motivador da chacina | Wilson Dias/ ABr Secretário de Segurança Pública ressaltou que a ação da polícia durante o protesto de sábado foi bem sucedida | Wilson Dias/ ABr

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, ressaltou nesta segunda-feira que a ação da Polícia Militar durante o protesto Não Vai Ter Copa, no último sábado, foi bem-sucedida. “Foi uma operação feita com o propósito de evitar a quebra da ordem. Foi exitosa a nosso ver porque nós tivemos um menor número de feridos, uma quantidade muito inferior de danos e um tumulto muito menos expressivo para a sociedade”, destacou.

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No protesto, 262 manifestantes foram detidos, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O protesto reuniu aproximadamente mil pessoas. Os detidos foram encaminhados para sete distritos policiais (DPs) da região central da capital paulista. Todos foram liberados após prestarem depoimento. Durante o protesto, agências bancárias foram depredadas e manifestantes e a PM entraram em confronto. De acordo com a Polícia MIlitar, 2,3 mil homens participaram da operação, sendo 200 com treinamento em artes marciais.

Investigação

Sobre as denúncias de agressões contra jornalistas, o secretário disse que os excessos serão apurados. “Jornalistas e polícia compartilham o mesmo espaço. A polícia tentando manter a ordem e os jornalistas sendo os olhos da sociedade, tentando retratar o que ocorre. Todas as situações individuais de notícias de abuso serão apuradas”, disse.

Ao menos 262 pessoas foram detidas em protesto contra a Copa do Mundo | Paulo Whitaker/Reuters Ao menos 262 pessoas foram detidas em protesto contra a Copa do Mundo | Paulo Whitaker/Reuters

De acordo com o secretário, a Polícia Militar disponibilizou 200 coletes de identificação para os jornalistas e pretende manter essa medida em futuras manifestações. “A própria polícia convidará as entidades de classe de jornalistas para definirmos em conjunto um protocolo que assegure melhores condições para todos trabalharem”.

Agressões

Jornalistas de quatro veículos de comunicação diferentes disseram ter sofrido agressões por parte dos policiais. De acordo com o Portal Terra, o fotógrafo, Bruno Santos, levou golpes dos policiais nas costas. Ele caiu, torceu o pé, precisou ser encaminhado a um hospital e relatou que o equipamento foi destruído por golpes de cassetete.

O jornal Folha de S.Paulo informou que o repórter, Reynaldo Torullo, levou uma gravata de um PM, foi arrastado e jogado ao chão. O jornal O Globo noticiou que o repórter, Sérgio Roxo, filmava a confusão com um celular, quando foi imobilizado por um policial com um golpe no pescoço e teve o aparelho quebrado. O repórter do Portal G1, Paulo Toledo Piza, ficou retido por 30 minutos e impedido de trabalhar.


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