Reservatório da Cantareira bate novo recorde negativo

Por Tercio Braga

Mais uma vez o nível do reservatório da Cantareira registrou seu pior nível. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o manancial está com apenas 17,4% de sua capacidade; sábado, o nível já era crítico, com 17,5%. O resultado é o pior registrado desde o início da operação do sistema, em 1974.

Até este domingo, o manancial acumulava 54,4 milímetros de chuva, cerca de um quarto do total esperado para todo o mês de fevereiro, considerando a média histórica de 202,6 milímetros.

A situação também é de atenção no Sistema Alto Tietê, que está com 39,4% da capacidade. A região do manancial – assim como o da Cantareira – teve apenas um quarto da chuva esperada para o mês: 194,3 milímetros. Foram 56,3 milímetros até este dia 22.

Estudo
A cabeceira do Sistema da Cantareira precisa receber pelo menos três vezes mais chuvas do que o normal para que o nível dos seus reservatórios possa atingir níveis mínimos aceitáveis, segundo estudo realizado pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

O estudo leva em conta a necessidade de consumo durante os meses de estiagem seca, que têm início em maio e terminam em setembro. Para atender a demanda desse período, precisaria chover 1 mil milímetros, volume que aumentaria para 50% a capacidade útil do armazenamento dos reservatórios. Normalmente, no início do ano, as chuvas atingem, no máximo, 300 milímetros.

Procurada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo informou que não vai se pronunciar sobre os resultados do estudo. Quantidade de chuvas na Cantareira precisa triplicar para atingir nível ideal.


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