Ministério Público apura invasão de conjunto habitacional

Por Caio Cuccino Teixeira
Famílias invadiram o condomínio Caraguatatuba, na zona leste da cidade | Reprodução/Band Famílias invadiram o condomínio Caraguatatuba, na zona leste da cidade | Reprodução/Band

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apura uma denúncia de que famílias que invadiram o condomínio Caraguatatuba, na zona leste, pagaram associações para furar a fila da moradia. O inquérito civil é conduzido pelo promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Mário Augusto Malaquias.

Em entrevista coletiva, ele ressaltou que, pelas regras atuais, as associações regularmente cadastradas têm direito a 25% das unidades habitacionais produzidas.

O caso

Uma reintegração de posse terminou em confronto de moradores com a polícia na zona leste de São Paulo. Quase mil famílias foram retiradas de apartamentos populares invadidos. Pelo menos três pessoas foram detidas.

Para tentar impedir a aproximação dos PMs, moradores montaram barricadas com móveis e lixo e atearam fogo. A polícia reagiu com bombas de efeito moral.

Assista o vídeo:

Em meio ao tumulto, algumas pessoas desmaiaram, mas ninguém se feriu gravemente. Alguns apartamentos foram incendiados e uma caixa d’água estourada. Os 31 prédios fazem parte do programa habitacional “Minha Casa Minha Vida” e já deveriam ter sido entregues, o que não aconteceu devido à invasão em julho do ano passado.

A reintegração de posse começou por volta das 6h para cumprir determinação judicial. O helicóptero Águia da Polícia Militar auxiliou as equipes que estavam em terra. Ao todo, 950 famílias ocupam apartamentos do programa no condomínio Caraguatatuba, em Itaquera, zona leste de São Paulo.

No meio da manhã, a revolta aumentou em função de boatos. Manifestantes diziam que crianças haviam morrido ao inalar gás lacrimogêneo de bombas jogadas pela PM.

Mas, na verdade, uma criança foi socorrida no local por uma ambulância e liberada em seguida. Não houve feridos graves na desocupação.

A Caixa Econômica Federal responsável afirma que o sorteio das unidades estava previsto para agosto, mas em função da invasão um mês antes, não houve como realizar a distribuição para os contemplados. A Caixa ainda informa que não negocia com invasores e procura preservar os direitos de quem se inscreveu no programa do governo.


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