Consumo de droga na Cracolândia reduziu em 50%, diz prefeitura

Por Tercio Braga
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista coletiva sobre as ações do programa De Braços Abertos, na Cracolândia | Marcelo D O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante entrevista coletiva sobre as ações do programa De Braços Abertos, na Cracolândia | Marcelo D’Sants/ Frame/ Folhapress

Um mês após o lançamento do projeto “De Braços Abertos”, o consumo de crack na região da Cracolândia reduziu em 50%, segundo estimativa da prefeitura de São Paulo anunciada nesta sexta-feira, dia 14. Diante de constantes críticas sobre a eficácia da operação, o prefeito Fernando Haddad afirmou que não atingir a meta de 100% não significa o insucesso do programa.

Desde o início do trabalho, a equipe de secretários municipais envolvidos na ação ressalta que são naturais recaídas entre aqueles que consomem crack. Para evitar isso, a prefeitura anunciou que o horário de atendimento aos beneficiários do programa foi ampliado. As atividades noturnas agora deverão ocorrer até às 22h, para que os dependentes se mantenham ocupados por mais tempo.

Fernando Haddad reiterou que o mal-estar gerado entre prefeitura e estado, após uma operação da Polícia Civil na Cracolândia, já está superado e que o governador Geraldo Alckmin está envolvido com o tema. Em um trabalho conjunto entre a Polícia Militar e a Guarda Civil, já foram detidos 25 suspeitos de tráfico e apreendidas 4 mil pedras de crack que seriam distribuídas na região.

Sobre as condições de higiene e moradia de determinados hotéis que abrigam os participantes do “Braços Abertos”, a secretária municipal de Assistência Social Luciana Temer informou o desligamento de um deles. O Conselho Comunitário de Segurança da região da Luz, no centro, chegou a enviar ofício para a prefeitura em que faz uma série de solicitações relacionadas a essas falhas.


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