Presos divergem sobre rojão que matou cinegrafista da Band

Por Tercio Braga
Fabio Raposo e Caio de Souza | Reprodução e Daniel Marenco/Folhapress Fabio Raposo e Caio de Souza | Reprodução e Daniel Marenco/Folhapress

Os dois presos pela morte do cinegrafista da Band divergem sobre quem disparou o rojão que matou Santiago Andrade. Em depoimento à polícia, Caio de Souza culpou Fábio Raposo por ter acendido a bomba, mas os dois devem ser denunciados pelo Ministério Público por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

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Novas imagens mostram Caio indo pra cima de policiais na manifestação que aconteceu na Central do Brasil contra o aumentos das passagens de ônibus há uma semana. O comportamento do rapaz é igual ao de outros radicais.

Foi neste protesto que o cinegrafista foi atingido por um rojão. Caio é apontado pela polícia e também nas imagens feitas no dia como o homem que lançou o explosivo. Ele aparece ao lado de Fábio Raposo, de quem recebeu o artefato. O tatuador já havia se entregado na semana passada e teve prisão decretada. Durante entrevista, conseguida pela repórter Mônica Puga logo depois de Caio ser levado para o Rio de Janeiro, o recepcionista de hospital negou o crime.

Nesta quarta-feira, depois de ser levado para o Complexo de Gericinó, mudou a versão: confessou ter posicionado a bomba que matou Santiago Andrade.

Os depoimentos de Caio e Fábio divergem em vários pontos. Segundo o recepcionista de hospital, foi Raposo quem acendeu o rojão e o que o incentivou a dispará-lo. Já o tatuador afirma que encontrou o objeto no chão e depois da insistência de Caio, entregou o artefato para que ele disparasse.

Diante do conflito entre os acusados, o advogado Jonas Tadeu declarou que pode deixar o caso. Atualmente ele defende – de graça – os dois rapazes.

O inquérito já foi concluído pela polícia e será entregue nesta sexta-feira para o Ministério Público. Caio está preso temporariamente por 30 dias, mas pode ter a prisão preventiva decretada.

O procurador também afirma que o Ministério Publico deve seguir as indicações da investigação policial e denunciar ambos por homicídio doloso – com intenção de matar – e crime de explosão. A pena pode chegar a 35 anos.

Confira, abaixo, a opinião da Band sobre o crime contra o cinegrafista Santiago Andrade:

A morte do nosso colega Santiago Andrade revolta, emociona e… Escancara a necessidade de uma resposta eficiente. E com coragem – o que parece ter faltado às autoridades desde o início dessa onda de violência, quando deveriam ter tomado providências que poderiam ter evitado a tragédia. Se as ameaças mais do que evidentes, que já se espalhavam pelas nossas cidades, não foram suficientes para convencer os governantes a agir com vigor… Agora, mesmo tardiamente e com a paciência da população esgotada, não há mais cabimento em adiar ou sonegar soluções. O país, indignado, já não aceita a omissão e a condescendência diante da violência mascarada – e, conforme denúncia, remunerada – que impera nas ruas. O que se exige é mais do que uma legislação rigorosa, que demora a sair. E mais do que o processo contra os assassinos presos. Mas também – após investigação e comprovação – o nome, a cara e a prisão de seus possíveis financiadores. Esta é a opinião do Grupo Bandeirantes.

Colegas prestam as última homenagens

Em Brasília, colegas de profissão homenagearam Santiago Andrade na Câmara dos Deputados.
Reportagem – Sandro Barboza
Marco Maia – deputado federal PT-RS

 


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