Uma a cada 14 mulheres sofre violência sexual no mundo

Por Tercio Braga
As taxas mais elevadas de agressões sexuais foram registradas na África subsaariana, com um recorde de 21% na África central e 17,4% na África austral | Spencer Platt/Getty Images As taxas mais elevadas de agressões sexuais foram registradas na África subsaariana, com um recorde de 21% na África central e 17,4% na África austral | Spencer Platt/Getty Images

Uma em cada 14 mulheres foi agredida sexualmente por alguém que não era seu companheiro, segundo um primeiro estudo de violência sexual contra as mulheres no mundo.

Embora os números sejam frequentemente parciais ou inexistentes, os autores da pesquisa publicada nesta quarta-feira pela revista britânica The Lancet são categóricos.

“Descobrimos que a violência sexual é uma experiência comum compartilhada pelas mulheres do mundo inteiro e que em quatro regiões é endêmica, com índices de agressão que alcançam mais de 15% das mulheres”, indica a autora do estudo, Naeemah Abrahams, de um instituto de pesquisa sul-africano.

Pesquisa

Os pesquisadores examinaram a situação em 56 países no total, com base em resultados de 77 estudos.

No total, 7,2% das mulheres interrogadas reconheceram que haviam sido agredidas sexualmente por pessoas que não eram seu companheiro.

As taxas mais elevadas de agressões sexuais foram registradas na África subsaariana, com um recorde de 21% na África central e 17,4% na África austral.

Na América Latina, a zona andina lidera a quantidade de agressões na região (16,6%), seguida pela América Central (9,3%) e Brasil (8,3%), enquanto no cone sul Argentina e Uruguai têm uma incidência muito menor (1,9%).

As taxas observadas no sul da Ásia também são mais baixas (3,3%), assim como no norte da África e no Oriente Médio (4,5%).

A situação na Europa é mais contrastada: os países da Europa oriental têm os índices mais baixos (6,9%), contra 10,7% na Europa central e 11,5% na Europa ocidental.

Abrahams declarou que o estudo foi realizado com dados muitas vezes parciais ou inclusive inexistentes em algumas regiões. Também admitiu que o conceito de agressão sexual não estava padronizado no mundo.

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