Delegado descreve perfil de atirador de rojão em coletiva

Por talita

O delegado Maurício Luciano, responsável pela prisão de Caio Silva de Souza, jovem acusado de soltar rojão que atingiu o cinegrafista Santiago, diz que o manifestante não confessou ser o autor da explosão. Caio foi preso na madrugada desta quarta-feira, em Feira de Santana, Bahia. De acordo com o delegado, o jovem foi orientado por seu advogado e sua namorada a interromper a fuga para o Ceará e esperar pela polícia na cidade baiana.

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A prisão foi realizada mediante o trabalho da Cordenadoria de Inteligência que após levantar imagens da manifestação, identificou Caio. Daí em diante a localização do jovem foi feita por meio de diálogo com o advogado do rapaz. Não houve resistência a prisão e segundo o delegado, Caio se encontrava fraco e aparentemente sem condições de prosseguir a fuga.

O inquérito do homicídio está finalizado, no entanto, há outras frentes de investigação que continuam em andamento.  Investiga-se o aliciamento de manifestantes e o envolvimento de partidos políticos com os protestos, no entanto, o chefe da polícia militar Fernando Veloso deixou claro que estas informações não têm prazo para serem consolidadas. Caio responderá por crime de homicídio e explosão de artefato em via pública. Na visão do delegado, o homicídio é doloso, pois o jovem conhecia o risco de que alguém fosse morto pela explosão do rojão.

A  violência cometida pelo manifestante não condiz com o perfil apresentado por parentes e vizinhos. Segundo o delegado Maurício, pessoas próximas contam que Caio é calmo e amigável e que no ambiente de trabalho os colegas se surpreenderam com o envolvimento do rapaz no caso. “A casa em que nós estivemos é miserável”, diz Maurício. Ele acrescenta que o rapaz tinha um discurso idealista e pode estar sendo manipulado para cometer atos do tipo.

 


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