Chuva artificial não tira sistema Cantareira do vermelho

Por fabiosaraiva
Represa em Bragança Paulista  | Luis Moura/Folhapress Represa em Bragança Paulista | Luis Moura/Folhapress

Com o Cantareira no nível mais baixo da história – 19,6% da capacidade de armazenamento de água nesta segunda-feira -, a Sabesp contratou uma empresa para tentar fazer chover sobre uma das represas que compõem o sistema. Mas, após cinco tentativas, não houve melhora.

Segundo a Sabesp, os voos realizados pela ModClima resultaram em duas precipitações sobre a represa de Bragança Paulista, mas foram insuficientes para tirar o Cantareira da situação de emergência.

A Sabesp estuda agora fazer uma captação profunda nas represas. A medida prevê o uso do chamado “volume morto”, ou seja, a água acumulada no subsolo.

O início da captação profunda será decidido até quinta-feira. “É uma outra represa, com quase 400 milhões de metros cúbicos, que não é utilizada porque o sistema de bombeamento não chega até ela”, disse ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Os defensores da medida lembram que, ultrapassada a barreira dos 20%, ficará cada vez mais difícil manter a produção de 31 mil litros de água por segundo. Esse volume é o necessário para abastecer as cerca de 8 milhões de pessoas atendidas pelo sistema Cantareira.

 

Controle

Alckmin (PSDB) anunciou a expansão do Pura (Programa de Uso Racional da Água) para mais 1.523 escolas estaduais.  O programa prevê a substituição da rede hidráulica por aparelhos mais eficientes, além de um desconto de 25% para os colégios que reduzirem o consumo em 10%.

Para o governador, o racionamento ainda está descartado na Grande São Paulo. Ele aposta na recomposição do Cantareira a partir do dia 15, quando as chuvas devem voltar em volume suficiente.


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