Ministro Edison Lobão nega risco de faltar energia elétrica

Por fabiosaraiva
Impacto do uso das térmicas no preço da energia será ‘minimo’, segundo o ministro Lobão | Brazil Photo Press/Folhapress Impacto do uso das térmicas no preço da energia será ‘minimo’, segundo o ministro Lobão | Brazil Photo Press/Folhapress

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou nesta segunda-feira que o país possa sofrer desabastecimento elétrico, apesar da falta de chuvas e da queda no nível dos reservatórios de hidrelétricas. Segundo ministro, o governo estuda ainda usar, novamente, recursos do Tesouro para cobrir os altos gastos com uso de termelétricas.

“Estamos com mais de 40% nos principais reservatórios e não enxergamos nenhum risco de desabastecimento de energia. Risco zero”, disse Lobão.

O nível dos reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país, registravam armazenamento médio de 39,98% no último domingo.

O último racionamento de energia decretado pelo governo aconteceu em junho de 2001, quando o nível dos reservatórios das duas regiões ficou abaixo dos 30%.

A redução dos níveis dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país pode provocar um aumento nas contas de luz. O problema é que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) foi obrigado a acionar as termelétricas movidas a óleo, que são cerca de dez vezes mais caras do que as plantas movidas a água.

Lobão disse que o governo teve de acionar as usinas térmicas para garantir a segurança do sistema. “Podíamos estar operando sem despachos térmicos, mas com isso nós comprometeríamos os reservatórios.”

Segundo Lobão, não haverá impacto imediato do uso das térmicas nos preço da energia aos consumidores. “O fato é que a repercussão não será imediata. E, se houver, será mínima”,  disse.

Para bancar gastos da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) causados pelo uso maior de termelétricas, o governo avalia novos aportes do Tesouro, como ocorreu no ano passado. “O Tesouro estuda isso, nós do Ministério também estudamos, o Gabinete Civil também se dedica a isso, e encontraremos a melhor solução possível”, disse Lobão.

Na sexta-feira o preço da energia elétrica de curto prazo, usada, sobretudo, por indústrias e distribuidoras, atingiu o recorde de R$ 822,83 por MWh. O valor só não foi maior porque este é o teto determinado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica para o ano.


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