Mandela deixa patrimônio para CNA, família e funcionários

Por Caio Cuccino Teixeira
Dikgang Moseneke na leitura do  testamento | Siphiwe Sibeko/Reuters Dikgang Moseneke na leitura do
testamento | Siphiwe Sibeko/Reuters

O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, deixou seu patrimônio de US$ 4,1 milhões para familiares, para o partido governista Congresso Nacional Africano, funcionários e para várias escolas locais. Os beneficiários do espólio de Mandela foram revelados nesta segunda-feira, durante a leitura de seu testamento.

O vice-presidente da Suprema Corte, Dikgang Moseneke, disse nesta segunda-feira a jornalistas que a divisão do patrimônio — avaliado provisoriamente em 46 milhões de rands (US$ 4,1 milhões) excluindo royalties — foi aceita pela família de Mandela sem nenhuma restrição até agora.

A terceira mulher de Mandela, Graça Machel, pode contestar a divisão, disse Moseneke em entrevista coletiva na qual resumiu o testamento de 40 páginas de Mandela. A leitura do testamento pode abrir uma nova rodada de disputas por seu legado dentro da família.

Mandela, herói da luta contra o apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul, morreu em dezembro, aos 95 anos. Sua herança inclui um imóvel de luxo em Johanesburgo, uma casa na província do Cabo Oriental e direitos autorais de seus livros, incluindo a autobiografia.

Ele deixa também uma forte marca política e moral, que alguns dos seus mais de 30 filhos, netos e bisnetos já usam para vender de tudo — de roupas a reality shows.


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