Apesar de acordo, shoppings ainda usam liminares contra rolezinho

Por talita
PM ficou na frente do shopping Interlagos ontem | Marco Ambrosio/Frame/Folhapress PM ficou na frente do shopping Interlagos ontem | Marco Ambrosio/Frame/Folhapress

Os shoppings Aricanduva, na zona leste, Interlagos, na zona sul, e Mauá Plaza, na Grande São Paulo, utilizaram liminares concedidas pela Justiça para restringir “rolezinhos’ marcados para o final de semana.

De acordo com o desembargador Rômolo Russo, a realização dos encontros não tem nenhum impedimento legal, mas esbarra na falta de estrutura dos shoppings para receber eventos.

Para “proteger” o Interlagos, a Justiça determinou ainda que a PM (Polícia Militar) reforçasse o policiamento no estabelecimento.

A juíza Carolina Rossi determinou uma multa de R$ 1.000 para quem fosse flagrado em algum ato de vandalismo e “algazarra” no centro comercial, o que não aconteceu até as 22h de ontem. Uma base móvel da PM foi enviada para a entrada principal do shopping, mas não foi acionada, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Em sua justificativa, a juíza diz que “mostra-se razoável que se previna qualquer manifestação violenta e atentatória à ordem, à segurança das pessoas presentes no local e do patrimônio dos lojistas.”

Hora marcada

Na semana passada,  “rolezeiros” se reuniram com representantes dos centros de compras na Secretaria de Igualdade Racial e chegaram a um acordo para organização dos eventos.

Foi definido que data, horário e número de jovens que irão ao “rolê” devem ser informados ao shopping com antecedência. Com os dados, o centro de compras definirá o local em que o evento será realizado.

Com a presença da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) e do MP (Ministério Público), os jovens se comprometeram a controlar o acesso das pessoas no evento para conter atos de vandalismo e respeitar o número de participantes informado.


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