"Passarela estava só apoiada", afirma conselheiro do Crea

Por Caio Cuccino Teixeira
Passarela caiu inteira sobre todas as pistas da via expressa | Ricardo Moraes/Reuters Passarela caiu inteira sobre todas as pistas da via expressa | Ricardo Moraes/Reuters

O acidente na Linha Amarela poderia ter diminuído o número de vítimas, caso a passarela estivesse bem afixada sobre os pilares de sustentação. A afirmação é do engenheiro mecânico e de segurança Jaques Sherique, conselheiro do Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro).

“A passarela estava somente apoiada, ancorada sobre dois pilares intermediários. Não estava de uma maneira bem amarrada, por chumbadores ou pivôs, aos pilares. Se ela estivesse mais estruturada, poderia ter resistido ao impacto do caminhão”, disse o especialista, que vistoriou a passarela com uma equipe da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea.

O engenheiro explicou que se a passarela tivesse elementos estruturantes, com pinos de contenção, ela iria transferir parte do impacto para os pilares, que passariam a resistir a esse esforço e não cairia: “Mesmo com a colisão, ela iria empenar, amassar, mas não é aceitável, do ponto de vista da engenharia de segurança, que ela despenque. Ela foi arrastada e caiu inteira”.

Segundo Sherique, mesmo dentro das normas da engenharia civil, a construção não levou em consideração os parâmetros da engenharia de segurança.

Na próxima reunião da comissão, no próximo dia 12, os conselheiros irão discutir quais as providências que o Crea deve tomar. Uma delas, do ponto de vista da prevenção, será notificar a Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, para vistoriar todas as demais passarelas (outras 12), para averiguar em que situação elas se encontram.

Em nota, a Lamsa apenas informou “que são feitas vistorias trimestrais nas passarelas da via. A última vistoria foi realizada em dezembro de 2013, sem que fosse constatada nenhuma avaria.”.

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