Sobrevivente conta que correnteza causou afogamentos

Por talita
Garotos já estavam mortos quando resgate chegou | Du Monteiro /Folhapress Garotos já estavam mortos quando resgate chegou | Du Monteiro /Folhapress

O adolescente que sobreviveu ao afogamento em um lago artificial disse que a correnteza causou a morte de seus cinco amigos. “A correnteza levou eles. Foi levando um por um. A gente tentou ajudar, mas não deu”, disse, em entrevista exclusiva à BandNews FM, Adilson Mendes Soares, de 14 anos.

Na tarde de ontem, o grupo de seis adolescentes foi nadar em no lago, antigo tanque da Usina de Compostagem, que estava desativado, no Parque Municipal Guaraciaba, em Santo André, na Grande São Paulo. As vítimas fatais tinham idades entre 13 e 17 anos e moravam na cidade de Mauá.

Segundo Adilson, a correnteza levou seus amigos porque eles foram para a parte mais funda do lago. “A gente estava nadando já há um tempinho. A correnteza começou a puxar eles. É que lá a água puxa”, relata. “Um menino se afogou e o outro já foi junto”, lembra o adolescente, que disse ter atirado uma madeira para tentar ajudar os colegas. Depois, ele correu para buscar ajuda. “Subi o morro correndo. Tinha um homem lá, ele ligou para o Corpo de Bombeiros”. Quando os bombeiros chegaram, eles já haviam morrido.

Apesar de o local estar sinalizado com placas de “proibido nadar, risco de morte”, o garoto diz que o grupo não sabia dos riscos de entrar no local. “Eu não [sabia dos riscos]. Eles falaram que não era perigoso”. De acordo com Adilson, nenhum de seus amigos – da escola e do bairro – nem ele sabiam nadar. Ele também lembra que “só havia um pedacinho” em que se conseguia colocar o pé no chão dentro do lago.

Em nota divulgada ontem, a prefeitura de Santo André lamentou o trágico acidente e lembrou que já havia instalado no local um “portão alto com correntes e cadeados para fechar, de maneira ostensiva, o acesso principal pela Avenida Valentim Magalhães”. “O espaço, aliás, é fechado à visitação pública desde 1995”, lembra a administração municipal. Segundo Adilson, eles entraram no local por um lixão.

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