MP abre inquérito sobre ataques a ônibus em São Paulo

Por talita
Mazloum tem encontros agendados com polícia e representantes das empresas de ônibus / Divulgação/MP-SP Mazloum tem encontros agendados com polícia e representantes das empresas de ônibus / Divulgação/MP-SP

O MP (Ministério Público) instaurou um inquérito para apurar as causas dos ataques a ônibus coletivos do transporte público na capital paulista e na região metropolitana. “Eu acho que é preciso saber o que está acontecendo, é preciso identificar os motivos para chegar a uma solução”, disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes, o promotor Saad Mazloum. “Esse comportamento criminoso prossegue e não se vê uma resposta mais efetiva do órgão incumbido da segurança da população, que é a Polícia Militar”.

De acordos com dados obtidos pela Rádio Bandeirantes, apenas em janeiro, 42 ônibus foram alvo de incendiários na Grande São Paulo. “Já cheguei a ouvir que [a causa dos ataques] é protesto por enchente, por policial ter matado alguém na região”, relata Mazloum. Uma solução proposta pelo promotor é, por exemplo, mostrar que “medidas estão sendo tomadas”. “São várias medidas que podem minorar esse problema e até extinguir esse tipo de ação”, observa.

Mazloum, porém, não aceita a ocorrência dos ataques. “É incompreensível que eles [incendiários] coloquem fogo nos ônibus. Estranhamos até que esses ataques prossigam durante dias”. Por esse motivo, o promotor já tem reuniões agendadas para os próximos dias.

Na semana que vem, ele deve ouvir o comando da Polícia Militar e representantes das concessionárias das áreas 4 (leste), 6 (sul), 7 (sudoeste) e 8 (oeste), onde têm ocorrido mais ataques. Na semana seguinte, será a vez da direção da SPTrans prestar depoimento, que servirá para embasar o inquérito, segundo o promotor. “Ele é justamente para isso. Eu realmente preciso ouvir para ter mais informações, saber o que está acontecendo, o que a polícia está fazendo e como pode fazer”.

Investigação

As autoridades ainda investigam se os grupos responsáveis por incendiar ônibus em São Paulo têm ligação com o crime organizado ou com os movimentos sociais, disse, ontem, o secretario de Segurança Pública do estado, Fernando Grella.

O secretário diz que os motivos para a destruição dos veículos ainda não estão claros. De acordo com Grella, reuniões estão sendo feitas com a polícia e com as empresas para tentar coibir a ação.

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