‘Já tem pouco e ainda queimam’, reclama a população

Por Tercio Braga

vox populi onibus queimado-300Com os ataques, a vida dos passageiros de ônibus do extremo sul da cidade, que já era ruim, ficou ainda pior. Além das filas e da superlotação, agora eles só conseguem chegar em casa após uma longa caminhada.

“Queimar ônibus não adianta. Já tem pouco e ainda queimam. Por causa disso tenho que andar quase duas horas para chegar em casa depois de um dia puxado de trabalho”, afirmou o limpador de vidro José Carlos, de 45 anos.

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Carregado de bolsas e sacolas, o pintor Eugênio Araújo, de 46 anos, e suas duas filhas, de 5 e 6 anos, estavam vindo da rodoviária do Tietê, na zona norte. “O transporte público é de péssima qualidade, mas, pelo menos nos levava até em casa. Agora, nem isso”.

Os passageiros e moradores também sentem medo. “Estou me sentido inseguro. Nem fui a escola”, disse o estudante do ensino médio Yago Bittencourt, de 17 anos.

De bengala por causa do tornozelo quebrado, a  auxiliar de limpeza Rosineide Aparecida, de 48 anos, também só conseguiu chegar em casa a pé. “Fui de manhã passar na perícia, em Pinheiros. Agora, na volta, estou andando há quase duas horas. E de bengala, nesse sol”.

A série de atentados contra ônibus na capital já custou cerca de R$ 16 milhões às concessionárias de transporte público. A estimativa da SPUrbanuss, sindicato da categoria, é de que cada coletivo custe, em média, R$ 500 mil.

O sindicato afirma que a reposição de um coletivo queimado leva, em média, quatro meses. Isso porque é preciso encomendar um chassi, o que muitas vezes leva tempo.

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