Advogados de jovem baleado em SP saem do caso

Por george.ferreira

O grupo de advogados que defendia Fabrício Proteus, baleado por policiais durante um protesto em São Paulo no fim de semana, foi destituído pela família do jovem. Segundo os defensores, que estranharam a decisão, os pais do garoto não explicaram os motivos que os levaram a tirá-los do caso.

Na quarta-feira, um dos advogados do estoquista, Daniel Biral, afirmou ter sido ameaçado de morte. Segundo Biral, o aviso para abandonar a causa foi feito por um homem armado de dentro de um carro.

Depoimento

Fabrício, de 22 anos, foi ouvido pela polícia na terça-feira no hospital. Ele apresentou uma versão bem diferente da que foi contada pela Polícia Militar. O jovem disse que reagiu com um estilete depois de ter sido atingido pelo disparo de um policial, contrariando o relato dos policiais que participaram da ação.

O homem prestou depoimento depois de acordar da cirurgia para a retirada de duas balas  e sem a presença do defensor público que acompanha o caso. Segundo o advogado Geraldo Santa Maria Neto, que também representava Fabrício, a oitiva não tem validade legal.

A Secretaria de Segurança Pública preferiu não comentar o caso.

Imagens mostram momento em que jovem foi atacado:

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