Sem segurança, linhas de ônibus param de circular em SP

Por Caio Cuccino Teixeira

Motoristas de ônibus que operam as linhas que atendem as regiões do Jardim João XXIII, na zona oeste, e do Jardim Ângela, na zona sul, pararam de circular ou diminuíram o itinerário por causa da série de coletivos que foram incendiados nos dois bairros desde o início do ano.

Só em janeiro, 28 ônibus foram incendiados – média de um por dia. O número é maior do que os 21 casos registrados em todo o primeiro semestre do ano passado.

No Jardim Ângela, quatro linhas operadas pela VIP e oito da Cooper Pam tiveram suas frotas recolhidas às garagens ontem às 16h. Os 12 ramais atendem a 120 mil pessoas.

Nos jardins João XXIII e Educandário, os motoristas agora desembarcam os passageiros na rodovia Raposo Tavares, entre os quilômetros 15 e 18, e retornam dali deixando de percorrer seis paradas.

As linhas que atendem esses dois bairros transportam, diariamente, 80 mil pessoas.

A SPTrans, empresa que gerencia o sistema de transporte, afirma que solicitou formalmente reforço policial nestes bairros.

Nesta terça-feira, a polícia afirmou ter prendido oito pessoas acusadas de incendiar ônibus na zona sul.

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