Polícia ouve jovem baleado em protesto contra a Copa

Por fabiosaraiva
Fabrício Nunes Fonseca Mendonça Chaves | Reprodução  Fabrício Nunes Fonseca Mendonça Chaves | Reprodução

O delegado do 4º DP (Consolação), Luciano Pires, afirmou nesta terça-feira que o estudante Fabrício Nunes Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, baleado em Higienópolis durante o protesto contra a Copa no sábado, confirmou que atacou um policial com um estilete antes de ser atingido pelos disparos.

Responsável pela investigação, Pires colheu o depoimento do estudante na Santa Casa de São Paulo, após o jovem retomar a consciência. Ele segue internado na UTI.

Segundo ele, o rapaz confirmou as informações dadas anteontem pelo comandante-geral da PM, Benedito Meira.

De acordo com Meira, o jovem e um amigo foram abordados na rua da Consolação, durante o protesto. A Secretaria da Segurança Pública divulgou fotos de estiletes e material para confecção de bombas caseiras que teriam sido encontrados na mochila do estudante.

Perseguido por três policiais, o jovem teria reagido à aproximação e os atacado com um estilete. Como resposta, foi alvejado duas vezes.  Meira afirma que a ação dos PMs foi correta e que os tiros foram dados em legítima defesa.

Procurado, o advogado da família do estudante, André Zanardo,  afirmou que o depoimento foi obtido de forma  ilegal.

“Ele deu o depoimento sob o efeito de morfina e não tinha condições físicas de responder a nenhum tipo de questionamento. Não há validade em declarações colhidas em um quarto de UTI.”

O advogado informou que irá buscar meios legais para anular o depoimento. A defesa marcou para hoje uma entrevista coletiva para dar sua versão sobre o caso.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo