Caixa preta de guindaste não armazenou registros, diz empresa alemã

Por george.ferreira

Dois meses após a queda de um guindaste que deixou dois mortos nas obras da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo, a empresa alemã Liebherr, responsável pela obra, reportou às autoridades brasileiras que a caixa preta do equipamento não armazenou quaisquer registros do dia do acidente. O Ministério do Trabalho e Emprego comunicou o fato à Odebrecht, construtora responsável pela construtora do estádio, que recebeu a notícia com “estranheza”.
Em nota, a Odebrecht alega ter sido informada sobre a falta de informações da caixa preta do guindaste na última segunda-feira.  Como destaca a construtora, os dados em questão “poderiam esclarecer se houve eventual erro humano, e/ou eventual falha do equipamento e/ou eventual anomalia no comportamento do solo naquela operação de içamento da última peça da cobertura do estádio”.

Enquanto a causa do acidente ainda é investigada, as obras no Itaquerão seguem a todo vapor para que o estádio receba a Copa do Mundo deste ano. O local, aliás, será palco da partida inaugural do torneio, dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia.

Leia a nota oficial da Odebrecht:

Por intermédio de comunicado recebido do Ministério do Trabalho e Emprego, a Odebrecht Infraestrutura tomou conhecimento ontem, dia 27 de janeiro, que a empresa Liebherr, fabricante do guindaste envolvido no acidente que culminou na morte de dois trabalhadores e danificou parte da fachada leste da Arena Corinthians, no último dia 27 de novembro de 2013, informou àquele órgão que a caixa preta do referido equipamento não teria armazenado quaisquer registros do dia do acidente.

Ressalte-se que o dispositivo deveria registrar todas as etapas da operação, tendo sido retirado por técnicos do próprio fabricante e levado à Alemanha no início de dezembro passado, justamente para se fazer a leitura dos dados de operação e funcionamento do guindaste. Causa-nos profunda estranheza e perplexidade essa alegação, uma vez que tais registros poderiam esclarecer se houve eventual erro humano, e/ou eventual falha do equipamento e/ou eventual anomalia no comportamento do solo naquela operação de içamento da última peça da cobertura do estádio.

A Odebrecht espera, assim, que o fabricante venha a público prestar esclarecimentos técnicos a respeito do ocorrido, bem como dar a devida satisfação às famílias das vítimas, à sociedade brasileira e às autoridades que investigam o acidente.

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