Número de latrocínios sobe 39% e bate recorde em SP

Por Caio Cuccino Teixeira

O latrocínio (roubo seguido de morte) é o tipo de crime que mais subiu na cidade no ano passado. Foram 140 casos, com 143 mortes, um aumento de 39% em relação aos 101 casos – com 103 vítimas – de 2012. No Estado, o número de latrocínios também subiu no ano passado: 379 casos, ante 344 em 2012, uma alta de 10,1% e o maior número dos últimos nove anos.

Na manhã de domingo, o auxiliar administrativo Bruno Borges, de 18 anos, foi espancado até a morte na Bela Vista por três ladrões que fugiram levando um par de tênis, um bilhete único e um celular.

O número de roubos também cresceu em 2013, de acordo com o balanço divulgado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública). Foram 126,5 mil registros, ante 113 mil em 2012, um aumento de 12%.

Ainda segundo a SSP, o número de carros levados por bandidos bateu recorde. Foram 99,2 mil veículos furtados ou roubados em 2013, ante 86,9 mil no ano anterior – aumento de 14%.

Em 2011, foram 83,2 mil. Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), os roubos e furtos de veículos são responsáveis por 50% dos casos de latrocínio.

Para tentar coibir esses crimes, Alckmin sancionou no dia 2 deste mês uma lei para acabar com desmanches irregulares no Estado. Com a nova legislação, as empresas que comercializam peças de carros desmontados terão que se cadastrar no Detran.
Além disso, haverá um sistema para rastreamento de todas etapas de desmontagem e um cadastro público para consulta de empresas que estejam regularizadas. As empresas têm até o dia 2 de julho para se adequarem.

Ao comentar os dados, na manhã de segunda-feira, o governador comemorou a queda no número de casos de homicídios dolosos (com intenção) durante todo ano.

No ano passado, 1.176 foram vítimas de assassinato na cidade de São Paulo – média de 3 por dia. O número é 14% menor do que o registrado em 2012, quando ocorreram 1.368 assassinatos. No Estado, a redução foi de 8,2% – 4.439 casos, ante 4.836.
“Como a população paulista é de quase 43 milhões, nós estamos com 10,3 ou 10,4 por 100 mil habitantes, que é o menor índice do país”, afirmou Alckmin.

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