GCM ocupa cracolândia para evitar nova favela

Por Caio Cuccino Teixeira
Funcionários recolhem objetos e entulho | WANEZZA SOARES/METRO Funcionários recolhem objetos e entulho | WANEZZA SOARES/METRO
Barracos da alameda Dino Bueno foram removidos | WANEZZA SOARES/METRO Barracos da alameda Dino Bueno foram removidos | WANEZZA SOARES/METRO

Para impedir que usuários de drogas voltem a montar barracos nas ruas da região da cracolândia, na Luz, a GCM (Guarda Civil Metropolitana) promete monitorar a região sete dias por semana, 24 horas por dia.

O plano da superintendência de operações do órgão é manter seis carros nas imediações das ruas Helvétia, e alamedas Glete e Dino Bueno.  A ordem é não deixar que os usuários voltem a se aglomerar pelas calçadas. A favela se formou no  final de novembro após um grupo de usuários se instalar nas ruas. Depois, o aglomerado cresceu, com barracos sendo vendidos por até R$ 50.

Ontem, a prefeitura deu continuidade ao trabalho de  remoção de barracos, iniciado na terça-feira. As moradias, concentradas na alameda Dino Bueno, foram removidas.  O restante será retirado hoje.

A quantidade de entulho removida impressionava. Apenas nas primeiras três horas da operação “Braços Abertos”, 15 caminhões de lixo foram recolhidos.

Com o fim da favela, os cerca de 300 usuários que se encontravam nos 158 barracos serão encaminhados para quartos de cinco hotéis na região. Os dependentes só podem levar pequenos objetos, como roupas e TVs.

Após deixar seu barraco e se instalar no hotel, Robson, de 28 anos, disse estar esperançoso. “Vai ser melhor porque vai ter emprego. Nunca trabalhei na minha vida. Estou na rua desde garoto, quando minha mãe me abandonou.” Mas nem todos estão satisfeitos com o programa. “Quando meu marido voltar, não vai me encontrar. Ele está preso e não sabe para onde vou”, contou emocionada Rosimeire, de 36 anos.

Trabalho

Para ter direito ao quarto, os dependentes terão que trabalhar em atividades de zeladoria do município. Para isso, receberão R$ 15 por dia. A expectativa é de que eles comecem a trabalhar ainda esta semana.  Cada usuário vai custar R$ 1.086 por mês ao município.

Ontem, o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) conversaram por telefone sobre o que fazer daqui para frente.

Os dois pretendem formar um grupo de trabalho para dar destino a terrenos abandonados do município e do Estado, que servem de moradia para os usuários na região. Um deles abrigava a antiga rodoviária. Outros prédios já foram desapropriados pelo município. Haddad disse que vai tentar buscar recursos com o governo federal para a reurbanização da região.

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