Em Itaóca, sete pessoas continuam desaparecidas após chuva

Por talita
Enchente destruiu boa parte das casas de Itaóca | Vanessa Carvalho/ Brazil Photo Press/ Folhapress Enchente destruiu boa parte das casas de Itaóca | Vanessa Carvalho/ Brazil Photo Press/ Folhapress

As equipes de resgate ainda buscam por pelo menos sete pessoas desaparecidas depois das fortes chuvas que atingiram a região do Alto Ribeira e deixaram Itaóca, no interior paulista, debaixo d’água. Catorze moradores do município morreram com a tempestade entre a noite do domingo e a madrugada de segunda-feira. De acordo com a Defesa Civil, mais de 300 pessoas estão desalojadas. Parte da cidade continua sem água e luz.

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Maior desastre

A inundação que destruiu parte da cidade de Itaóca, no interior de São Paulo, foi a primeira dessa magnitude na história da cidade, observa o prefeito Rafael Rodrigues Camargo (PSD). “Meu pai tem 90 anos e diz que nunca viu um negócio desse na região”, disse, em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes.

No último domingo, uma tromba d’água atingiu a região, causando o deslizamento de árvores, matas e outros dejetos para a ponte que passa pelo Rio Palmital que corta a cidade. O prefeito acredita que algumas casas às margens do rio já desocupadas não deverão mais ser habitadas por questão de segurança. “Eram ocupações regulares, mas [a chuva] desceu o morro e levou [árvores]. A gente não acredita no que vê”. Segundo Camargo, a chegada a cidade só é possível pelo município vizinho de Apiaí. “Há muito barro aqui. Estamos precisando de máquinas que consigam pegar madeira para desobstruir a ponte”.

A prefeitura disponibilizou dois telefones para atendimento às pessoas afetadas pela chuva: o (15) 3557-1118 e o (15) 3557-1143.

Governador

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que há um sistema de telemetria que controla o nível das bacias e dos rios paulistas, mas a força da tromba d’água que atingiu a cidade de Itaóca causou deslizamentos que criou um dique na ponte da cidade no Rio Palmital. “É um município serrano e deslizou uma parte da terra. Foi tudo para o rio: árvore, terra, mata; desceu tudo”, relata Alckmin em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes.

O acúmulo de material na ponte fez com que a água invadisse a cidade, que tem cerca de 3,2 mil habitantes e está localizada na divisa com o Paraná. Por esse motivo, o governador diz que uma das primeiras tarefas neste momento na cidade é desobstruir o rio. “Tem muitas máquinas trabalhando”, afirma Alckmin, preocupado com a previsão de chuva para esta terça, o que poderia fazer com que a tragédia se repetisse. “Se não tivesse feito um dique, a cidade não teria sido atingida”, disse o mandatário paulista, que está na cidade.

Segundo o governador, a ponte que irá substituir a atual será em formato de arco, o que evitaria acúmulo como o que aconteceu no domingo, quando a tromba d’água causou a inundação da cidade.

Destruição

Aproximadamente 100 moradias foram afetadas, segundo a Defesa Civil. Cerca de 332 pessoas estão desalojadas e 9 desabrigadas. Equipes da Defesa Civil, do Instituto Geológico e do Corpo de Bombeiros encontram-se no município para auxiliar nas ações de socorro e assistência aos afetados. Os bombeiros atuam na região com 15 agentes, 4 cães farejadores e 5 viaturas. A Polícia Militar disponibilizou ainda uma aeronave do Grupamento Aéreo para auxiliar no reconhecimento e acesso a bairros isolados na cidade.

A Defesa Civil já enviou materiais de ajuda humanitária, como produtos de higiene e limpeza, e colchões. Municípios vizinhos, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e a CODASP (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo) disponibilizaram maquinários, como caminhões e retroescavadeira, para auxiliar nos trabalhos de limpeza e desobstrução das vias. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) fornece ainda água potável e caminhão pipa para limpeza das ruas.

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