Para Alckmin, ponte causou inundação na cidade de Itaóca

Por talita
Alckmin decidirá quem será o novo reitor / Antonio Cruz/ABr Para o governador, a prioridade agora é desobstruir o rio / Antonio Cruz/ABr

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que há um sistema de telemetria que controla o nível das bacias e dos rios paulistas, mas a força da tromba d’água que atingiu a cidade de Itaóca causou deslizamentos que criou um dique na ponte da cidade no Rio Palmital. “É um município serrano e deslizou uma parte da terra. Foi tudo para o rio: árvore, terra, mata; desceu tudo”, relata Alckmin em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes.

Leia também: Mortos pela chuva em Itaóca chegam a 10, diz Defesa Civil

O acúmulo de material na ponte fez com que a água invadisse a cidade, que tem cerca de 3,2 mil habitantes e está localizada na divisa com o Paraná. Por esse motivo, o governador diz que uma das primeiras tarefas neste momento na cidade é desobstruir o rio. “Tem muitas máquinas trabalhando”, afirma Alckmin, preocupado com a previsão de chuva para esta terça, o que poderia fazer com que a tragédia se repetisse. “Se não tivesse feito um dique, a cidade não teria sido atingida”, disse o mandatário paulista, que está na cidade.

Segundo o governador, a ponte que irá substituir a atual será em formato de arco, o que evitaria acúmulo como o que aconteceu no domingo, quando a tromba d’água causou a inundação da cidade. Alckmin também informa que o serviço de água deve ser restabelecido pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico) até a tarde.

Mortes

O número de mortos pelas chuvas em Itaóca, no interior de São Paulo, chega a 10, segundo dados preliminares da Defesa Civil paulista divulgados nesta manhã. No último domingo, a cidade foi inundada pelo transbordamento do Rio Palmital após uma tromba d’água. Houve queda de três barreiras, o que dificultou o acesso à cidade.

Aproximadamente 100 moradias foram afetadas, segundo a Defesa Civil. Cerca de 332 pessoas estão desalojadas e 9 desabrigadas. A instituição informa que há pessoas desaparecidas, mas não confirma a quantidade; o governador aponta que são 11.

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