MP pede varredura em contas de ex-secretário Antonio Donato

Por fabiosaraiva

A investigação do  MP (Ministério Público) sobre a máfia do ISS será retomada nesta terça-feira. Uma das medidas aguardadas para dar andamento a apuração na esfera cível  é um relatório solicitado ao Coaf ( Conselho de Atividades Financeiras) – órgão de inteligência do Ministério da Fazenda – que pede uma varredura sobre movimentações financeiras do vereador e ex-secretário de Governo do prefeito Fernando Haddad (PT), Antonio Donato (PT).

O MP quer saber se há transações atípicas nas contas do vereador. O Coaf recebe dados de bancos e seguradoras sobre movimentações financeiras incomuns – saques e depósitos acima de R$ 100 mil – , transações com pessoas físicas e jurídicas com pendências criminais e investimentos incompatíveis com a renda da pessoa.

Outra medida solicitada pelo promotor Marcelo Milani para dar andamento à investigação é um levantamento com o Detran-SP dos veículos registrados em nome do vereador. Com os dados, o MP vai avaliar se é necessário pedir a quebra de sigilo fiscal de Donato.

O ex-homem forte de Hadad é alvo de uma investigação por suspeita de enriquecimento ilícito. De acordo com um dos fiscais suspeitos de cobrar propina de construtoras para que elas pagassem menos ISS, ele recebeu uma mesada de R$ 20 mil de dezembro de 2011 até outubro de 2012.

Donato nega as acusações e afirma que é alvo de uma campanha para desviar o foco das investigações que apuram a fraude na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).

A quadrilha teria atuado entre 2007 e 2012 e desviado R$ 500 milhões dos cofres públicos. Com relação a investigação de suas movimentações financeiras, a assessoria do vereador informou que ele está disponível para prestar todos os esclarecimentos ao MP.

O MP já encaminhou um ofício ao vereador para que ele se manifeste sobre as denúncias e aguarda a resposta. Na esfera criminal, a apuração sobre a máfia do ISS deve avançar, nas próximas semanas, sobre as construtoras suspeitas de pagar propina aos fiscais. São pelo menos 500 empreendimentos na capital.

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