Sumiço na Transamazônica gera conflitos no AM

Por Carolina Santos

Indígenas e produtores rurais vivem clima tenso após o sumiço de três homens em uma reserva no Amazonas. Uma força-tarefa do Exército, da Polícia Militar e da Polícia Federal tenta encontrar os desaparecidos e evitar confrontos em Tenharim.

Quem circula pela Transamazônica se depara com o pedágio cobrado por índios de quem passa perto das reservas. Os carros pagam entre R$ 50 e R$ 100 para seguir viagem.

No último dia 16, um técnico da Eletrobrás e mais duas pessoas desapareceram quando circulavam pela rodovia. Eles estavam no trecho dentro da reserva dos índios Tenharim, que fica no sul do Amazonas , entre os municípios de Apuí, Humaitá e Manicoré.

Parentes dos três desaparecidos estão desolados com a falta de informação sobre o paradeiro deles. A suspeita é que os índios tenham sequestrado os três após a morte de um cacique, no início do mês.  Ele foi atropelado na rodovia.

Há dois dias, houve um protesto violento na cidade Humaitá. Moradores atearam fogo na sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) e na casa do índio. Carros, motocicletas e uma embarcação também foram queimados.

Cento e quarenta e um índios, a maioria crianças e mulheres  que estavam na cidade,  estão sob a proteção do Exército no Batalhão de Infantaria de selva por tempo indeterminado.

O comando da PM em Manaus enviou 30 homens do Batalhão de Choque para o local e um oficial especialista em negociação. Hoje foi iniciada uma operação para encontrar o grupo.  A ideia é atuar dentro da reserva indígena  com a operação de busca aos três desaparecidos.

De acordo com o comando militar da Amazônia , o clima na região continua tenso. Cerca de cem pessoas estão concentradas no km 180 da rodovia Transamazônica, apenas a 30km do acesso à aldeia dos índios Tenharim.

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