Espírito Santo já registra 20 mil km de estradas danificadas

Por BAND
As chuvas já causaram 14 mortes entre os capixabas / Rodrigo Gavini / Folhapress As chuvas já causaram 14 mortes entre os capixabas / Rodrigo Gavini / Folhapress

Cerca de 20 mil quilômetros de estradas foram destruídas ou danificadas no Espírito Santo por causa das chuvas das últimas semanas, informa a Defesa Civil. A situação tem dificultado a chegada de socorro e ajuda humanitária.

As chuvas já causaram 14 mortes entre os capixabas. Os falecimentos foram registrados nas cidades de Nova Venécia (1), Baixo Guandu (2), Domingos Martins (1), Colatina (2) Itaguaçu (8).

Segundo a Defesa Civil, 47 municípios foram afetados, tendo muitos ficado isolados pela intensa inundação. Eles estão sem comunicação, água potável e energia elétrica. Dentre a população atingida, 49.886 capixabas já precisaram deixar suas casas, sendo que 5,3 mil pessoas foram acolhidas em abrigos e 44.586 estão em casas de parentes e amigos.  O levantamento de pessoas afetadas pelas chuvas continua prejudicado pela dificuldade de acesso as áreas afetadas, informa o órgão público.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra na região serrana, e de alagamentos em Linhares e Colatina. A causa é o nível de água do Rio Doce, acima da taxa de inundação. Os coordenadores de Defesa Civil dos municípios foram informados para, caso necessário, realizarem uma evacuação emergencial.

O governo do Espírito Santo decretou situação de emergência em todas as áreas afetadas por desastres decorrentes das últimas chuvas. Neste momento, a orientação à população é ficar atenta a movimentações de terra, trincas no chão, infiltração e rachaduras nas paredes, inclinação de cercas, postes e árvores. Esses fatores podem indicar o início de um deslizamento. “Abandone imediatamente sua casa e procure um local seguro”, sugere a Defesa Civil.

Prioridade

Em entrevista à BandNews FM, o coronel Marcelo D’Isep, da Defesa Civil do Espírito Santo, aponta que o socorro às pessoas ilhadas é a prioridade neste momento. “Continuamos dentro de uma fase de socorro. Paralelamente, em municípios em que a chuva já diminuiu ou que a situação está um pouco mais tranquila, estamos assistindo as pessoas que estão em abrigos ou desalojadas”. Fornecimento de colchões, kits de higiene e água mineral tem sido feito nas últimas horas.

 

 

Pior chuva

No sábado, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), decretou estado de emergência em decorrência das chuvas que atingem o estado há mais de uma semana. “Decretei porque, em 50 municípios, a situação é de muita chuva”, disse, na ocasião, em entrevista exclusiva à BandNews FM. “Acho que não tivemos, na história recente, uma concentração de chuva em uma quantidade tão grande quanto nesses dias de dezembro. Uma semana de chuva direto e pode permanecer por mais alguns dias”.

“Por enquanto, o trabalho nosso é dar assistência a essas famílias, dar atenção humanitária a essas famílias, com cesta básica, colchão, com kit limpeza, remédio”, afirma Casagrande, que exalta o auxílio prestado pelos capixabas. “Temos tido um apoio muito grande da população. As pessoas que não foram atingidas estão em uma rede de solidariedade muito forte, juntando mantimentos, cestas básicas, roupas”.

De acordo com o governador, é importante decretar estado de emergência porque a situação permite uma maior agilidade na aquisição de produtos. “Nós estamos orientando os municípios a [também] decretar situação de emergência. Nós passamos a coordenar todo o trabalho do governo do estado com esse decreto, permitindo uma agilidade maior dos donativos e do apoio às famílias”.

Este momento, segundo o governador, é o de estruturar a logística para atender a população prejudicada pelas chuvas. “Por incrível que pareça, a gente não sabe quantas comunidades estão isoladas pela quantidade de problemas que a gente tem nessas 50 cidades. Mas estamos atendendo a demanda”.

Em função da situação vivida pelo estado, Casagrande ainda não pensa na reconstrução das áreas afetadas. “Só depois que estiar o volume [de chuva] que a gente vai ver o trabalho para reconstruir pontes, estradas. Vamos cumprir agora a tarefa de proteger as pessoas”.

“A questão toda é que, com o volume de chuva que está caindo no Espírito Santo, não tem nenhuma obra de prevenção que consiga impedir problemas. [E isso] pela forma como as nossas cidades todas ocuparam as áreas dos rios. Não tem nenhuma obra de prevenção que impeça problemas e prejuízos às pessoas no volume [de chuva] está caindo agora”, pensa o governador.

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