Motoristas de ônibus pedem o mesmo privilégio de médica que matou irmãos

Por Carolina Santos
Kátia Vargas vai a júri popular por homicídio triplamente qualificado | Reprodução de TV Kátia Vargas vai a júri popular por homicídio triplamente qualificado | Reprodução de TV

Motoristas e cobradores de ônibus que atendem cidades da região metropolitana de Salvador fazem protesto nesta manhã. O sindicato impede a saída dos veículos das garagens.

 

Eles protestam contra o que chamam de privilégio da médica Kátia Vargas, acusada de matar dois irmãos em um acidente de trânsito na capital baiana.

 

Os rodoviários questionam por que o motorista Jocival Pinto, acusado de atropelar quatro pessoas da mesma família no começo do ano depois de um acidente de trânsito, também não pode responder ao processo em liberdade.

 

A reunião da diretoria acontece em frente à garagem da empresa Via Nova, responsável pelo transporte para Lauro de Freitas e Camaçari.

 

Relembre o acidente envolvendo a médica:

Pedido de anulação
No final de semana, a defesa da médica Kátia Vargas, suspeita de matar dois irmãos após atingir intencionalmente com seu carro a moto das vítimas no bairro de Ondina, em Salvador, entrou com um pedido de anulação do processo, alegando ter argumentos que invalidariam a acusação.

O advogado Sérgio Habib afirma que o MP (Ministério Público) mudou a acusação já durante a fase das alegações, sem dar prazo para apreciação da defesa. Essa solicitação se soma ao recurso para que a médica não vá a júri popular.

O pedido de anulação processual só deve ser apreciado a partir do dia 7 de janeiro, data em que a Justiça baiana retomará as atividades depois do período de recesso.

Enquanto isso, o Ministério Público enviou pedidos de restrição da saída da oftalmologista do país à Polícia e à Receita Federal. Foi solicitado também à Justiça o recolhimento do passaporte da médica de forma preventiva.

O recurso do MP que pede a retomada da prisão preventiva da acusada ainda está sendo analisado.Os promotores alegam que a liberdade da oftalmologista oferece risco à ordem pública por incitar o sentimento de impunidade na população.

Médica é acusada de homicídio triplamente qualificado
Embora responda ao processo em liberdade, Kátia Vargas deve ir júri popular no primeiro semestre do ano que vem por homicídio triplamente qualificado: por motivo fútil, sem possibilidade de defesa e perigo comum.

O laudo sobre o caso feito pelo perito Ricardo Molina, que é um dos mais conhecidos do país e foi contratado pela família da médica, aponta que não houve choque entre o carro da acusada e a moto de Emanuel e Emanuele.

Apesar disso, segundo a promotoria, um outro laudo, realizado pelo departamento de polícia técnica, apontou que o carro da acusada atingiu a moto.

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