Brasil não deve oferecer asilo para Snowden, diz Itamaraty

Por Carolina Santos

O Itamaraty disse na terça-feira que o Brasil não deve oferecer asilo a Edward Snowden, mesmo depois de o ex-prestador de serviço da NSA (sigla em inglês para Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) se colocar à disposição para ajudar nas investigações sobre o monitoramento norte-americano no país.

O governo brasileiro não recebeu nenhum pedido oficial de Snowden desde que ele chegou a Moscou, em junho, disse um porta-voz do Itamaraty. Sem um pedido formal, acrescentou, o asilo não será considerado.

Snowden se ofereceu para ajudar nas investigações em uma “Carta Aberta ao Povo Brasileiro”, divulgada ontem na rede mundial e reproduzida em um jornal de São Paulo. A iniciativa faz parte de uma campanha online em apoio ao asilo e será enviada a autoridades brasileiras.

O norte-americano, asilado temporariamente na Rússia, denunciou este ano ações de espionagem eletrônica dos Estados Unidos em várias partes do mundo, incluindo as comunicações da presidente Dilma Rousseff.

“Muitos senadores brasileiros pediram minha ajuda com suas investigações sobre suspeita de crimes contra cidadãos brasileiros”, disse Snowden na carta, escrita originalmente em inglês. “Expressei minha disposição de auxiliar, quando isso for apropriado e legal, mas infelizmente o governo dos EUA vem trabalhando muito arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo.”

Snowden, cujo asilo na Rússia termina em agosto, pediu anteriormente asilo ao Brasil e vários outros países após revelar os programas de espionagem do governo norte-americano, mas o Itamaraty optou por não responder a solicitação.

“Até que um país conceda asilo permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir em minha capacidade de falar”, acrescentou na carta.

 

 

 

 

Snowden-asilo-arte

Em breve numa estante ou numa tela perto de você

Uma história que não deve nada aos grandes romances de espionagem vai ser contada por três escritores, que preparam livros sobre as revelações de Edward Snowden.

Glenn Greenwald, ex-repórter do britânico “The Guardian”, deve lançar seu livro em março. O jornalista recebeu os documentos confidenciais de Snowden em encontros secretos em Hong Kong depois que o ex-prestador de serviços fugiu dos EUA. A editora será a Metropolitan Books. Greenwald discute uma adaptação para o cinema.

O “New York Times” publicou em outubro que a 20th Century Fox, a Sony Pictures e a HBO haviam analisado a possibilidade de um projeto para as telas. No entanto, Greenwald não confirmou.

Outros livros estão sendo escritos por Barton Gellman, ex-repórter do “Washington Post”, e Luke Harding, do “Guardian”. Uma pessoa que conhece o projeto do jornal disse que quando Greenwald deixou o Guardian as duas partes concordaram que os livros seriam lançados ao mesmo tempo para que ninguém tivesse vantagem.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo