Prefeitura de São Paulo é sitiada por taxistas e 135 barracas

Por Carolina Santos
Barracas ocupam calçada ao lado da sede da prefeitura | André Porto/Metro Barracas ocupam calçada ao lado da sede da prefeitura | André Porto/Metro

A sede da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, amanheceu na segunda-feira cercada por 135 barracas de sem-teto. O grupo, com cerca de 950 pessoas, se instalou no local no domingo em  protesto contra o corte de energia no prédio do Cine Marrocos, ocupado desde o dia 1º de dezembro.

Horas depois, taxistas sitiaram o prédio bloqueando totalmente o viaduto em protesto contra a possibilidade da prefeitura vetar a circulação deles nos corredores de ônibus (leia mais abaixo).

Segundo líderes do MSTS (Movimento Sem-Teto do Sacomã), 357 famílias estão no local. Eles dizem que não têm previsão para sair e que, caso o prefeito Fernando Haddad (PT) continue se negando a recebê-los, levarão mais famílias para o acampamento.

“Amanhã vamos trazer mais gente e ocupar também o outro lado da rua. Temos condições de colocar até 1,5 mil pessoas no acampamento”, afirmou Edilene Conceição, uma das líderes do movimento.

Segundo os organizadores da ocupação, as barracas foram compradas pelos próprios sem-teto, por cerca de R$ 40, no supermercado Walmart (na internet, barracas similares podem ser encontradas por R$ 70).

Homens da GCM que guardavam a entrada da prefeitura afirmaram que não receberão nenhum ordem para retirar os manifestantes.

A Secretaria Municipal da Habitação afirma que a energia no prédio ocupado foi cortada por medida de segurança.

A secretaria informou, ainda, que está aberta ao diálogo e que as famílias foram avisadas de que o prédio do Cine Marrocos não podia ser ocupado.

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