"Prédio estava abandonado", diz ouvidor do Instituto Butantan

Por george.ferreira

O prédio em que morreu uma universitária no final de semana está abandonado há muito tempo, disse, à Rádio Bandeirantes, o ouvidor do Instituto Butantan – responsável pelo local –, Alexandre Eduardo dos Santos. “A ideia é que construíssemos nossos laboratórios lá, mas em uns cinco anos. Esse prédio era da USP [Universidade de São Paulo] e é nosso faz uns dois, três anos”.

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Santos aponta que irá cobrar da diretoria do instituto a colocação de cercamento do edifício, a quem competia a manutenção do local. “Eu vou exigir isso, sempre lembrando a responsabilidade com usuários, contribuintes”.

Por ser fora da área do instituto e ainda estar dentro da USP, pode ter havido conflito de informações sobre a responsabilidade acerca do prédio. “A gente acaba não tomando o devido cuidado, como deveria ser tomado. Tem que ver se há algum tipo de acordo para ver se a USP estava cuidando do prédio porque é dentro da USP. Vou apurar de quem é a responsabilidade sobre a segurança do prédio”.

O fato

Uma estudante morreu na madrugada de domingo após cair no poço de um elevador no campus da Universidade de São Paulo, no Butantã, zona oeste da capital. Segundo testemunhas que estavam com ela, o grupo saiu de uma festa quando resolveu ir até o anexo em construção do Paço das Artes para esperar o tempo passar.

No local, a vítima disse a uma amiga que se ausentaria para ir ao banheiro. Na sequência, as outras pessoas que estavam no prédio ouviram um grito e foram ver o que havia acontecido. Ao se dirigirem ao local do grito, as testemunhas disseram ter visto que a estudante havia caído no poço do elevador.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar foi acionada por guardas do campus da universidade. No local, uma unidade do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já prestava socorro à vítima, que morreu no local.

O delegado de plantão foi ao local, onde verificou que havia fita de contenção no andar, cuja estrutura ainda não foi finalizada. O caso foi registrado no 91º DP como morte suspeita.

 

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