Morre coronel acusado por mortes de detentos no Carandiru

Por fabiosaraiva
Multidão diante da Casa de Detenção, em São Paulo, no dia 2 de outubro de 1992. Intervenção da PM após tumulto resultou na morte de 111 presos | Luiz Novaes/Folhapress Multidão diante da Casa de Detenção, em São Paulo, no dia 2 de outubro de 1992. Intervenção da PM após tumulto resultou na morte de 111 presos | Luiz Novaes/Folhapress

Morreu na noite desse sábado o coronel da reserva da Polícia Militar Luiz Nakaharada, acusado pela morte de presos na invasão do complexo do Carandiru, em 1992, que terminou na morte de 111 presos, conhecido como Massacre do Carandiru. Nakaharada esperava ser julgado, em separado no processo, por conduta individualizada na morte de cinco detentos no terceiro pavimento (ou segundo andar) do Pavilhão 9 do Carandiru.

A advogada do coronel, Ieda Ribeiro, informou que a causa da morte de Nakaharada foi um infarto, ocorrido às 22h de ontem. O corpo está sendo velado desde as 9h no Cemitério Gethsemani Anhanguera e o enterro está marcado para as 16h.

Pela extensão do processo, o Massacre do Carandiru foi dividido em etapas. O primeiro julgamento ocorreu em abril. Na época, os policiais que atuaram no segundo pavimento (primeiro andar) receberam uma pena de 156 anos de reclusão cada um, em regime inicial fechado.

No segundo julgamento, que ocorreu no final de julho, os jurados decidiram condenar os 25 policiais militares que entraram no terceiro pavimento e mataram 52 detentos.

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