Vereadores aprovam lei que livra policiais do rodízio

Por Carolina Santos

Em votação simbólica na noite de quinta-feira, a Câmara Municipal aprovou, em segunda votação, lei que libera do rodízio de veículos profissionais da área de segurança. A restrição vale no centro expandido entre 7h e 10h e das 17h às 20h.

O texto, aprovado quando o plenário só contava com 10 dos 55 vereadores presentes, beneficia delegados, investigadores, policiais militares, bombeiros, escrivães e agentes da Polícia Federal.

O projeto, que agora segue para sanção ou veto do prefeito Fernando Haddad (PT), foi apresentado pelos vereadores Coronel Camilo e Marco Aurélio Cunha, ambos do PSD.

Durante a votação do texto, Camilo informou que, por dia, cerca de 5 mil policiais militares e civis utilizam o carro para trabalhar. “Os profissionais de segurança exercem um papel fundamental. É comum um policial atender um caso fora de seu horário de trabalho, por  isso da importância da liberação do rodízio”, explicou o parlamentar.

Em 1998, um ano após o início da vigência do rodízio, os médicos conseguiram anular as multas pelo desrespeito à regra.

Em 2008, os advogados também conseguiram a liberação por meio de um projeto na Câmara. No entanto, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) vetou a iniciativa.

A previsão é de que o prefeito Fernando Haddad (PT) também vete a nova tentativa de liberar uma categoria do rodízio municipal.

 Proibição

Em primeira votação, os vereadores também aprovaram ontem projeto de lei que proíbe a venda de refrigerantes em garrafas que imitam as de bebidas alcoólicas, como espumantes e champanhe.

Autor do projeto, Marco Aurélio Cunha alega que, apesar de não conter álcool,  essas bebidas podem estimular o consumo de bebidas alcoólicas no futuro. “Elas usam como atrativo imagens de desenhos animados ou de super-heróis, o que pode influenciar as crianças”, disse o parlamentar.

Para justificar a apresentação da proposta, que ainda precisa passar por uma segunda votação, o parlamentar lembrou da proibição da venda dos cigarros de chocolate. À  época, a justificativa dada era de que os doces poderiam induzir o consumo de cigarro entre as crianças.

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