Testemunha diz que outros 11 participavam de fraude do ISS

Por Tercio Braga

Uma testemunha ouvida pelo Ministério Público Estadual, na tarde desta quarta-feira, confirmou que outros onze servidores da Secretaria de Finanças da prefeitura de São Paulo eram beneficiários do esquema que fruadava a cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) na cidade.

Um deles, segundo o depoimento, recebeu uma mesada de R$ 10 mil da máfia da ISS. Trata-se de Paula Sayuri Nagamati, auditora da pasta municipal e que já tinha sido ouvida pelo MPE na condição de testemunha. Paula, segundo a pessoa interrogada nesta quarta, teria recebido o dinheiro no ano de 2012, período em que ocupou a chefia de gabinete da Secretaria Municipal de Finanças. O dinheiro seria para que ela abastecesse a quadrilha de informações sobre a pasta.

Já os outros dez fiscais recebiam 15% de comissão de alguns casos de propina. Os nomes não foram divulgados pelo promotor Roberto Bodini, que afirmou ser preciso colher mais provas contra os suspeitos.

O que foi confirmado pelo MPE é que a incorporadora Tarjab confirmou ter pago cerca de R$ 690 mil em propina para a quadrilha do ISS, entre os anos de 2007 e 2012. “Já tínhamos informação de que a Tarjab estava envolvida antes de descobrir a lista”, disse o promotor. As empresas Brookfield e Alimonti também já tinham confirmado participação no esquema.

A investigação feita pela Controladoria Geral do Município apontou que inicialmente quatro fiscais formavam a quadrilha: Ronilson Bezerra Rodrigues, líder do grupo, Eduardo Horle Barcelos, Carlos Di Lallo Leite do Amaral e Luis Alexandre Magalhães, que assinou acordo de delação premiada com o MP e foi solto em novembro.

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