Prefeito de Nova Iguaçu decreta calamidade pública na cidade

Por george.ferreira
Alagamento em Austin, Nova Iguaçu / Suyane Moraes/Ouvinte Bandnews Fluminense FM Alagamento em Austin, Nova Iguaçu / Suyane Moraes/Ouvinte Bandnews Fluminense FM

O prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, decretou estado de calamidade pública na cidade por conta dos transtornos provocados pelas chuvas que castigam a região.

Bornier determinou ainda a suspensão das aulas, nesta quarta-feira, dia 11, em todas as escolas da rede de ensino do município e disponibilizou seis Cieps para receber eventuais desabrigados e desalojados, bem como donativos para as vítimas das chuvas.

As equipes da Defesa Civil de Nova Iguaçu estão na Rua do Alto, localidade do Morro do Inferninho, em Austin, onde houve desmoronamento de encosta. Pelo menos 50 famílias foram retiradas de suas casas, que foram interditadas. Uma pessoa ferida foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

O prefeito está fazendo também contatos com o secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Inea, Marilene Ramos. Ele pede ajuda com máquinas e equipamentos para dragagem de rios e valões no município.

Buscas

No bairro Rodilândia, moradores e bombeiros ainda tentam localizar o pedreiro Martinho da Silva, de 50 anos, que caiu e desapareceu no rio, à margem da Via Dutra. Equipes da Defesa Civil Municipal estão neste momento em vários pontos da cidade. O secretário Luiz Antunes comanda operação de resgate de desalojados no Morro da Moenda, em Austin, onde correu desabamento de terra.

Estragos

Em Vila de Cava, o canal do Paiol transbordou, deixando cerca de mil desalojados. O local fica próximo ao canteiro de obras do Arco Metropolitano. A Avenida Tancredo Neves, antiga Guadalajara, elo de ligação do Centro da cidade com o bairro de Comendador Soares, se transformou um verdadeiro mar, obstruindo a passagem de carros de passeio. A água estava chegando a altura da janela dos veículos.

Com o alagamento de várias vias de acesso ao Centro da cidade, muitos ônibus enguiçaram no meio do trajeto. As empresas decidiram retirar parte da frota de circulação, até que a água baixe. Com isso, a operação de máquinas pesadas, utilizadas na manutenção de redes de esgoto e águas pluviais, estão comprometidas. Além da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni), mais da metade do corpo de funcionários do prédio administrativo da prefeitura também não havia conseguido chegar ao trabalho, até às 10h desta quarta-feira.

Os bairros mais atingidos pela chuva são Austin, Aymoré, Bandeirantes, Batuta, Cerâmica, Comendador Soares, Danon, Jardim Canaã, Jardim Iguaçu, Jardim Palmares, Jardim Pernambuco, Jardim Roma, Mangueira, Metropolitano, Miguel Couto, Nova Era, Ouro Fino, Ouro Preto, Palhada, Planalto, Riachão, Rosa dos Ventos, Santa Cecília, Tancredo Neves, Tinguazinho E Vila Zenith.

Abrigos

Os desabrigados e desalojados de Nova Iguaçu estão sendo levados  para o Galpão da Antiga Frigopesca, na Rua Manoel Bolsas, nº 47, Centro de Nova Iguaçu; Casa do Capelão, na Rua Marly Barcelos, nº 115, Caioaba (próximo ao Campo do Carioquinha); e para a Associação de Moradores Zumbi e Creche do Zumbi, na Rua Chico Mendes, nº 250, na Comunidade Zumbi dos Palmares.

Donativos

A prefeitura pede à população que envie donativos para a sede da Secretaria de Assistência Social, na Rua Dr. Luis Guimarães, nº 976, no Centro; sede da Cruz Vermelha, na Rua Bernardino de Melo, nº1895, no Centro; e na Câmara Municipal de Nova Iguaçu, na Rua Prefeito João Luiz do Nascimento, nº 38, próximo a rodoviária.

São João de Meriti

O município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, registrou nove ocorrências, sem nenhuma vítima, durante a madrugada desta quarta-feira, dia 11.

No total foram dois deslizamentos no Parque Analândia e Parque Araruama (na localidade do Parque Regina), duas infiltrações em casas com o chamado da Defesa Civil, três alagamentos (Éden, Analândia e Parque Juriti), uma inundação nas margens do Rio Pavuna e o apoio aos bombeiros durante a evacuação de um ônibus que estava ilhado no lado da Pavuna.

Nesse período de uma semana, já choveu três vezes mais do que o limite de tolerância do município para deslizamentos, que é de 40 mm. A cidade de São João de Meriti encontra-se em estado de alerta devido às chuvas.

Situação em Japeri

Em Japeri ainda chove muito e atá agora, os números são de 11.771 pessoas afetadas em 14 bairros. O prefeito e o vice estão na rua fazendo uma ronda para poder atualizar os números. Duas famílias estavam desabrigadas e 700 pessoas desalojadas.

Chuva dá trégua no Rio

Neste momento a chuva deu uma trégua no Rio de Janeiro, mas a situação ainda é muito complicada, principalmente na Baixada Fluminense, que está em alerta máximo. Em 10 horas, choveu mais do que o previsto para o mês de dezembro.

Em Achieta, na zona norte do Rio, foram encontradas mãe e filha que estavam desaparecidas depois das fortes chuvas. Elas saíram de casa e se abrigaram na casa de vizinhos assim que ouviram estalos no início do temporal. Logo depois, o imóvel em que elas moravam desabou. Havia a suspeita de que elas estariam soterradas. Há dois anos houve um deslizamento no mesmo local matando uma idosa e o neto.

Em Queimados, também na Baixada Fluminense, 28 escolas tiveram aulas suspensas e três delas vão funcionar como ponto de abrigo para os desalojados. Oito ônibus foram deslocados para áreas de risco para ajudar no transporte das famílias.

Os bombeiros do Quartel de Nilópolis foram acionados para uma ocorrência de desabamento na Rua Sargento Manoel Rodrigues, 1.669, em Cabuis, Nilópolis. Não houve vítimas e o local ficou aos cuidados da Defesa Civil Municipal.

Em Realengo, os bombeiros atenderam uma ocorrência de desabamento na Rua Euclides Roxo, 368, em Realengo. De acordo com os militares, trata-se de uma residência e duas vítimas foram socorridas até o momento. Bombeiros de Ramos foram acionados para uma ocorrência de alagamento. Um ônibus ficou ilhado na Avenida Democráticos, s/nº, em Olaria.

No bairro da Penha também ocorreu um desabamento e os bombeiros foram até o local. Não houve vítimas.

As sirenes de 49 comunidades foram disparadas a partir das 4h55 e os moradores foram orientados por agentes comunitários e da Defesa Civil a se dirigirem aos pontos de apoio. Por volta das 12h20, todas as sirenes foram desligadas e os moradores já retornaram para suas casas em segurança. Nas últimas 12 horas, foram registradas 213 ocorrências, sendo 119 por desabamentos e deslizamentos.

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