Placa em buraco protesta contra aumento do IPTU em São Paulo

Por Carolina Santos
Placa foi colocada em buraco na zona leste / Ale Viana/Brazil Photo Press/Folhapress Placa foi colocada em buraco na zona leste / Ale Viana/Brazil Photo Press/Folhapress

Menos de doze horas após a aprovação do aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a população paulistana começou a criticar a decisão dos vereadores. Com uma placa, um morador disse “mande seu IPTU para o buraco antes que ele te enterre”. Ela foi colocada em um buraco na frente de sua casa.

Ontem, a Câmara Municipal aprovou a proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) que eleva o imposto em até 20% para residências e, 35% para imóveis comerciais. As porcentagens valem já a partir do ano que vem.

 

Quem aprovou

Na noite de ontem, 29 vereadores paulistanos aprovaram a proposta de aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), proposto pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Com a aprovação, em segunda votação, o IPTU, no ano que vem, irá subir em até 20% para residências e 35%, no caso de imóveis comerciais.

 

Foram favoráveis à elevação do imposto os seguintes parlamentares:

– Alessandro Guedes (PT): [email protected]

 

– Alfredinho (PT): [email protected]

 

– Ari Friedenbach (PROS): [email protected]

 

– Arselino Tatto (PT): [email protected]

 

– Atílio Francisco (PRB): [email protected]

 

– Calvo (PMDB): [email protected]

 

– Conte Lopes (PTB): [email protected]

 

– Edemilson Chaves (PP): [email protected]

 

– George Hato (PMDB): [email protected]

 

– Jair Tatto (PT): [email protected]

 

– Jean Madeira (PRB): [email protected]

 

– José Américo (PT): [email protected]

 

– Juliana Cardoso (PT): [email protected]

 

– Laércio Benko (PHS): [email protected]

 

– Marquito (PTB): [email protected]

 

– Milton Leite (DEM): [email protected]

 

– Nabil Bonduki (PT): [email protected]

 

– Nelo Rodolfo (PMDB): [email protected]

 

– Noemi Nonato (PROS): [email protected]r

 

– Orlando Silva (PCdoB): [email protected]

 

– Paulo Fiorilo (PT): [email protected]

 

– Paulo Frange (PTB): [email protected]

 

– Reis (PT): [email protected]

 

– Ricardo Nunes (PMDB): [email protected]

 

– Ricardo Teixeira (PV): [email protected]

 

– Senival Moura (PT): [email protected]

 

– Souza Santos (PSD): [email protected]

 

– Vavá (PT): [email protected]

 

– Wadih Mutran (PP): [email protected]

 

A Câmara ainda teve 26 vereadores contrários ao aumento. Veja a lista:

 

– Adilson Amadeu (PTB): [email protected]

 

– Andrea Matarazzo (PSDB): [email protected]

 

– Aurelio Miguel (PR): [email protected]

 

– Aurélio Nomura (PSDB): [email protected]

 

– Camilo (PSD): [email protected]

 

– Claudinho de Souza (PSDB): [email protected]

 

– Dalton Silvano (PV): [email protected]

 

– David Soares (PSD): [email protected]

 

– Edir Sales (PSD): [email protected]

 

– Eduardo Tuma (PSDB): [email protected]

 

– Floriano Pesaro (PSDB): [email protected]

 

– Gilson Barreto (PSDB): [email protected]

 

– Goulart (PSD): [email protected]

 

– José Police Neto (PSDB): [email protected]

 

– Marco Aurélio Cunha (PSD): [email protected]

 

– Mario Covas Neto (PSDB): [email protected]

 

– Marta Costa (PSD): [email protected]

 

– Natalini (PV): [email protected]

 

– Ota (PROS): [email protected]

 

– Patrícia Bezerra (PSDB): [email protected]

 

– Ricardo Young (PPS): [email protected]

 

– Roberto Tripoli (PV): [email protected]

 

– Sandra Tadeu (DEM): [email protected]

 

– Telhada (PSDB): [email protected]

 

– Toninho Paiva (PR): [email protected]

 

– Toninho Vespoli (PSOL): [email protected]

 

Rejeição

O aumento desagrada principalmente o setor produtivo da cidade de São Paulo, que ao longo dos últimos dias alertou o prefeito Fernando Haddad (PT) para o risco do corte de empregos e da diminuição do número de empresas que a medida pode causar.

O projeto agora, depois de aprovado, segue para a mesa do prefeito e deve virar lei em até 30 dias.

 

A oposição tentou impedir a aprovação do projeto, mas os substitutivos foram rejeitados pela bancada governista, em maior número.

 

Correria

A expectativa inicial era de que a proposta fosse a plenário nesta quarta-feira, após o encontro que reuniria entidades ligadas a contribuintes. No entanto, a base de Haddad ignorou a audiência pública e correu para evitar protestos.

 

A base governista ainda ganhou o reforço de Ricardo Teixeira, do PV. Vereador licenciado, ele estava no cargo de secretário do Verde e Meio Ambiente, mas alegou que uma liminar judicial o obrigou a pedir exoneração.

 

Ao contrário do que havia sido divulgado na semana passada, o projeto aprovado não exclui os reajustes inflacionários.

 

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