PSD se rebela e votará contra o reajuste do IPTU em São Paulo

Por Tercio Braga
Câmara dos Veradores de São Paulo | RenattodSousa/CMSP Câmara dos Veradores de São Paulo | RenattodSousa/CMSP

Terceira maior bancada da Câmara dos Vereadores de São Paulo, o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira que irá votar contra o reajuste o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), proposto pela gestão Fernando Haddad a partir de 2014. A informação foi confirmada ao BandNews TV por uma pessoa ligada à sigla.

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Na primeira votação, na quatra-feira da semana passada, o partido rachou. Líder da sigla na Casa, Edir Salles votou a favor do reajuste do tributo. Porém, outras figuras importantes como José Police Neto e Marco Aurélio Cunha, vice-presidente da Câmara, votaram contra.

Com a decisão tomada nesta terça-feira, a base governista corre sério risco de ver o projeto não passar em 2º turno.

Para que o texto seja aprovado, são necessários, no mínimo, 28 votos. No 1º turno, 31 vereadores votaram a favor, 13 foram contra e 1 se absteve. Outros dez parlamentares deixaram o plenário antes da votação ser aberta.

Compõem a bancada do PSD os vereadores Coronel Camilo, David Soares, Edir Sales, Goulart, José Police Neto, Marco Aurélio Cunha, Marta Costa e Souza Santos. Se todos os oito votarem contra, a base governista teria 25 votos – 3 a menos do que o necessário.

Principais pontos

Pelo projeto aprovado na semana passada, a alíquota máxima de reajuste para imóveis residenciais será de 20%. Para imóveis comerciais e industriais a trava será de 35%. As casas que tiverem valorização superior ao teto estipulado terão a diferença cobrada nos anos seguintes – os chamados resíduos.

Nesses casos, o limite máximo será de 10% para residênciais e 15% para comércios e fábricas.

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