Base de Haddad foi responsável por aprovar aumento do IPTU

Por george.ferreira

Os 30 votos favoráveis ao aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) foram de vereadores da base governista do prefeito Fernando Haddad (PT), autor da proposta. Ontem, a Câmara Municipal teve a primeira votação da proposição, que eleva o imposto em 20% para residências e, em 35% para imóveis comerciais.

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A lista de parlamentares a favor da medida inclui Alessandro Guedes (PT), Alfredinho (PT), Ari Friedenbach (PROS), Arselino Tatto (PT), Atílio Francisco (PRB), Calvo (PMDB), Conte Lopes (PTB), Coronel Camilo (PSD), Goulart (PSD), Jair Tatto (PT), Jean Madeira (PRB), José Américo (PT), Juliana Cardoso (PT), Laércio Benko (PHS) e Marquito (PTB).

Também são favoráveis ao aumento do IPTU os vereadores Marta Costa (PSD), Milton Leite (DEM), Nabil Bonduki (PT), Nelo Rodolfo (PMDB), Noemi Nonato (PROS), Orlando Silva (PT), Ota (PROS), Paulo Fiorilo (PT), Paulo Frange (PTB), Reis (PT), Ricardo Nunes (PMDB), Senival Moura (PT), Souza Santos (PSD), e Vavá (PT).

Um grupo de dez vereadores não quis votar a medida. Ele é formado por George Hato (PMDB), Edenilson Chaves (PP), Toninho Paiva (PR), Ricardo Young (PPS), Gilson Barreto (PSDB), Aurélio Nomura (PSDB), Sandra Tadeu (DEM), Dalton Silvano (PV), José Police Neto (PSD) e Wadih Mutran (PP). O parlamentar Toninho Vespoli, do PSOL, foi o único que se absteve.

Os parlamentares paulistanos contrários à medida de Haddad são 18: Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Andrea Matarazzo (PSDB), Aurélio Miguel (PR), Claudinho de Souza (PSDB), Coronel Telhada (PSDB), Dalton Silvano (PV), David Soares (PSD), Eduardo Tuma (PSDB), Floriano Pesaro (PSDB), José Police Neto (PSD), Marco Aurélio Cunha (PSD), Mário Covas Neto (PSDB), Natalini (PV), Patrícia Bezerra (PSDB), Roberto Tripoli (PV), Sandra Tadeu (DEM), Toninho Paiva (PR).

 

Aprovação

A Câmara de São Paulo aprovou, na noite de quinta-feira, em primeira votação, o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A medida segue agora para segunda votação e, depois, para sanção do prefeito Fernando Haddad. Ao todo, 30 vereadores votaram a favor, 18 foram contra e um se absteve.

A proposta aceita pelos parlamentares prevê um aumento máximo de 20% para residências e 35% para o comércio em 2014. A proposição original da prefeitura previa a alta de 30% para os imóveis residenciais e 45% para os comerciais.

Antes de ser levado ao plenário, o governo negociou ainda um reajuste de 10% para imóveis residenciais e 15% para comerciais no ano seguinte.

Veja vídeo com a repercussão da decisão da Câmara:

 

Lista

Moradores descontentes com a proposta de aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) criaram, na internet, um abaixo-assinado repudiando a medida. “Hoje, temos mais de 21 mil assinaturas e pretendemos entregá-las aos vereadores. Não vamos baixar a nossa guarda, não”, afirmou, à Rádio Bandeirantes, o presidente da AME Jardins (Associação dos Moradores do Jardins), Julio Serson.

O grupo – em parceria com outras associações de bairro – também está estruturando ações para entrar na Justiça se a Câmara paulistana aprovar a proposta de aumento. “Já temos um grupo de advogados, liderados por um escritório, que está estudando profundamente o assunto caso a gente não chegue a bom termo”, observou Serson. “Caso o assunto passe na Câmara, vamos entrar com essa ação. Mas ainda tenho esperança que possamos resolver essa questão com bom senso”.

Segundo o presidente da AME Jardins, a proposta de um aumento menor [20% em vez de 30% para residências e 35% em troca de 45%, no caso de imóveis comerciais] “continua absurda”. “Não é possível aceitar um reajuste desse sem a devida contrapartida. O trânsito melhorou em São Paulo? Quando chove, o que vamos enfrentar em termos de enchente? E a iluminação Pública? E o asfalto?”, questiona Serson.

Ele também vê contrassensos nos discursos das autoridades paulistanas “A gente ouve falar na ‘valorização do centro de São Paulo’. [O prefeito] vai subir o IPTU no centro e quer colocar mais gente lá? Parece uma contradição. É uma crítica ao poder público em geral e às autoridades eleitas por nós. Somente a pressão do cidadão pode ajudar a gente a obter nossos direitos”.

 

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