Haddad negociou com Câmara para aprovar alta do IPTU

Por Carolina Santos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negociou pesado na Câmara e conseguiu aprovar o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em primeira votação. A oposição diz que houve intensa pressão sobre os vereadores, o que os governistas negam. Se o projeto passar novamente na semana que vem, o imposto vai subir – e muito – para milhões de paulistanos.

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Nos bastidores o rolo compressor do prefeito Fernando Haddad agiu forte, de acordo com alguns vereadores. Os parlamentares do PT negam a pressão.

O fato é que o secretário de relações governamentais passou o dia a portas fechadas conversando com vários parlamentares, costurando um projeto que recebesse o apoio da maioria. Por 31 votos a favor, três a mais do que o necessário, os vereadores aprovaram aumentos no IPTU em São Paulo até 2016. Para as residências, o limite é de 20% para o ano que vem, mais máximo de 10% nos dois anos seguintes. Nos imóveis comerciais e empresariais, teto de 35% em 2014, mais 15% nos dois anos seguintes.

Associações de moradores já se preparam para discutir na Justiça o aumento do IPTU. A oposição considera o reajuste abusivo e defende o recurso aos tribunais.

Fernando Haddad trabalhou na gestão de Marta Suplicy na prefeitura paulistana. Ele defendia a criação de novas taxas. A prefeita acabou ficou conhecida como “Martaxa”. Agora a oposição já apelidou o atual prefeito de Fernando “Maldade”. Na semana que vem, a Câmara volta a se reunir para votar em segundo turno o aumento do IPTU paulistano.

 

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