Funcionários da Petrobras entram em greve contra primeiro leilão do pré-sal

Por talita

Os funcionários da Petrobras e subsidiárias entram, a partir de hoje, em greve por tempo indeterminado em protesto contra o leilão do Campo de Libra, previsto para o próximo dia 21. Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a categoria exige a suspensão imediata do primeiro leilão do pré-sal sob o regime de partilha. “Por lei, o governo pode permitir que esse reservatório fique inteiramente com a estatal, mas, em vez disso, quer entregar o tesouro às multinacionais”,  disse o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes.

De acordo com a federação, a greve foi aprovada nos sindicatos filiados “de Norte a Sul do país”, e atingirá refinarias, terminais de distribuição, plataformas de petróleo, campos terrestres de produção, usinas de biodiesel, termoelétricas e unidades administrativas da Petrobras, Transpetro e demais subsidiárias. Apenas na refinaria Lubnor, no Ceará, os trabalhadores farão uma assembleia na manhã desta quinta-feira para decidir se aderem à greve, que, segundo a FUP, foi aprovada nas demais bases do estado.

A federação informou que os petroleiros farão atos e manifestações nesta quinta nas principais capitais. A FUP diz que trabalhadores terceirizados que atuam nas unidades da Petrobras e subsidiárias participarão da greve. Conforme a entidade, os sindicatos que organizam os terceirizados, como metalúrgicos, construção civil e vigilantes, atuarão em conjunto com os petroleiros ao longo da paralisação.

A retirada de tramitação do PL (Projeto de Lei) 4.330/2004, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que regulamenta a terceirização no Brasil, também está na pauta de reivindicações.  Para os petroleiros, o projeto de lei “piora consideravelmente as condições de trabalho e ataca direitos históricos da classe trabalhadora”. “Ao liberar a terceirização de atividades-fim e acabar com a responsabilidade solidária das empresas contratantes, o PL 4.330 deixa os trabalhadores, principalmente os petroleiros, ainda mais vulneráveis à precarização”, disse Moraes.

Além disso, a FUP e os sindicatos reivindicam avanços na campanha de negociação salarial, lembrando que a proposta apresentada pela Petrobras no dia 7 “foi amplamente rejeitada pelos trabalhadores”.

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