"Mudança no IPTU aponta falta de critério", diz Andrea Matarazzo

Por george.ferreira

Antes da primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo sobre a proposta de aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a bancada do prefeito Fernando Haddad (PT) deve apresentar novas bases para a elevação do tributo. Para o vereador Andrea Matarazzo (PSDB), a proposição mostra “o quanto não houve critério para se definir a tabela de aumento”. Ele aponta que se o imposto ficasse 6% mais caro, o orçamento da cidade teria um ganho de 18%. “O que precisamos é uma administração racional, de ações que beneficiem diretamente a população”, disse à Rádio Bandeirantes.

Segundo o vereador Paulo Fiorilo (PT), relator do orçamento da prefeitura, a trava do índice irá baixar. Para imóveis residenciais, o IPTU pode passar de 30% para 20%, e o de comerciais, de 45% para 35% de aumento. A votação está marcada para as 15h desta quarta.

Ouça também – Para Matarazzo, não houve critério para reajuste no IPTU

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Fiorilo disse que a PGV (Planta Genérica de Valores) também terá revisão sobre isenção de pagamento para os imóveis de aposentados e pensionistas. “Hoje, até três salários-mínimo está isento. A ideia é que se chegue a quatro e intenção é que se possa chegar a 5. Justiça com os que não tem rendimento em função da defasagem do salário do aposentado Por isso estamos tratando de forma diferenciada as pessoas que possam ter mais dificuldade”.

Outro ponto levantado pelo vereador do governo é que haverá uma mudança no prazo de revisão da PGV. Em vez dos dois anos atuais, ele passará para cada quatro anos. Mas Fiorilo lembra: “É óbvio que há a necessidade de discutir o aumento de imposto, aquilo que é necessário para São Paulo. A cidade de São Paulo sobrevive dos impostos municipais e das transferências dos governos estaduais e federal”.

Racionalização

Segundo Matarazzo, uma forma de melhorar o orçamento é enxugar a máquina pública. “Este ano, governo criou seis secretarias e contratou 1,3 mil funcionários sem concurso. O orçamento de São Paulo tem dinheiro para fazer o que precisa. O que falta é usar racionalmente”, observa. “É melhor sentar, fazer contas, redução de despesas, melhorar a qualidade do serviço”.

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