Marcola diz que PCC fez homicídios caírem em SP

Por george.ferreira
Marcola (de branco) está preso em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo / Sérgio Lima/Folhapress Marcola (de branco) está preso em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo | Sérgio Lima/Folhapress

Em uma conversa telefônica grampeada pela polícia, Marcola, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), afirmou que o número de homicídios caiu no estado de São Paulo porque a facção parou de matar tanto. O programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes, transmitiu um trecho da gravação entre Marcola e Magrelo, um de seus subordinados.

“Há dez anos, todo mundo matava todo mundo por nada. Hoje, para matar alguém, é a maior burocracia [no PCC]. Então, quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento, aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele”, disse a Magrelo, por telefone enquanto cumpria pena na prisão em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A gravação, feita pela polícia, é de 2 de março de 2011.

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Gravação registrou conversa de Marcola

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi condenado pelos ataques à polícia em 2006 e pelo assassinato, em março de 2003, do juiz Antonio José Machado Dias, da Vara de Execuções Penais de Presidente Prudente.

Na ligação, Marcola também se vangloriou de ter acabado com o uso de crack por integrantes do PCC na detenção. “Nós paramos, na prisão ninguém usa. Deixa eu falar uma coisa, se eu descolar que um irmão [do PCC] está usando crack, eu…”.

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