Ex-comandante da PM: "não se repele protestos só com gritos"

Por Carolina Santos

Ex-comandante da Tropa de Choque da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo), César Augusto Franco Morelli acredita que foi correta a decisão do governo estadual de rever sua decisão de não usar equipamentos – como balas de borracha – para conter manifestações. “Foi certo eles voltarem atrás”, disse, na manhã desta quarta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes. Morelli foi demitido do cargo em agosto após as críticas por uso de violências nas manifestações de junho e julho na capital. Ele estava na posição desde setembro de 2011.

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“Não se vai repelir agressões somente com gritaria e bombas de gás. É preciso o equipamento correto”, analisa o ex-comandante. Desde 17 de junho, a PM paulista estava proibida de utilizar balas de borracha para conter atos de agressão nas manifestações.

Ontem, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que a polícia poderá empregar o que chamou de “força progressiva” em casos de vandalismo. A medida foi tomada após baderneiros terem depredado o centro de São Paulo na noite de segunda-feira.

 

Vídeo registrou o vandalismo na segunda-feira:

 

“À medida que você trata indivíduos altamente agressivos sem repeli-los, vai fortalecê-los mais ainda. Você se sente fortalecido com uma reação fraca”, observa o ex-comandante. Para ele, agora, “o indivíduo vai ter um pouco mais de preocupação sabendo que ele poderá ser reprimido”.

 

Veja a opinião do Grupo Bandeirantes sobre as manifestações:

 

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