Mãe suspeita de matar filhas vai para clínica psiquiátrica

Por Carolina Santos
Crime aconteceu na casa onde a mulher morava com as filhas | Marco Ambrosio/Frame/Folhapress Crime aconteceu na casa onde a mulher morava com as filhas | Marco Ambrosio/Frame/Folhapress

Uma mulher suspeita de matar as duas filhas foi transferida nesta quarta-feira para uma clínica psiquiátrica. Mary Knorr, de 53 anos, foi levada para o local após ter alta médica do Hospital Universitário da USP, em São Paulo.

A transferência aconteceu por volta das 7h30 desta quarta-feira. Ela foi encaminhada para o Hospital Psiquiátrico Pinel. Mary havia dado entrada no Hospital Universitário da USP no último dia 14 de setembro.

A mulher confessou ter matado as filhas – Giovanna, de 14 anos, e Paola, de 13 – na casa onde moravam, na zona oeste da capital paulista.

Mulher agiu sozinha

O delegado encarregado do caso, Gilmar Contrera, revelou que, até agora, não há indícios da participação de outra pessoa nos crimes. “Com referência a causa mortis, nós não temos ainda a conclusão dos laudos”, explicou o delegado. “Não sabemos se foi sufocação ou envenenamento com sufocação.”

Contrera acredita que o crime pode ter sido cometido entre os dias 12 e 13 desse mês. Mary Knorr está internada no Hospital Universitário da USP sob custódia da Polícia Civil e os médicos ainda não realizaram exames que pudessem avaliar a sanidade mental da corretora.

Segundo o delegado, inquérito não identificou problemas sérios no convívio entre Mary e as adolescentes. “Pelo o que nós colhemos de informação, a mãe mantinha, até certo ponto, um relacionamento meio rigoroso com as meninas, mas nada que a levasse a praticar uma barbaridade dessa. O pai nunca referiu que as filhas pudessem ter reclamado de algum comportamento desse (tipo)”, afirmou.

Mary Knorr já respondia a inquéritos por estelionato e apropriação indébita e, segundo a Polícia Civil, tinha problemas financeiros. A equipe que investiga o caso tentou ouvi-la três vezes, mas a acusada se negou a dar declarações e só deverá falar em juízo.

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