20% dos moradores de rua de São Paulo usam crack

Por Carolina Santos

A prefeitura de São Paulo estima que, dos 15 mil moradores de rua na cidade, 3 mil sejam viciados em crack. Há um mês, a

Na Praça da Sé, 90% dos moradores de rua são usuários de crack | Paulo Whitaker/Reuters Na Praça da Sé, 90% dos moradores de rua são usuários de crack | Paulo Whitaker/Reuters

BandNewsFM mostrou que, dos cerca de 270 moradores de rua na praça da Sé, 90% são usuários da droga.

 

Os “bolsões de crack” trazem violência. Na rua Santa Ifigênia, cerca de 10 pessoas são roubadas todos os dias. Um vendedor da região testemunhou crimes em que três mulheres foram as vítimas escolhidas. “Uma leva de ‘nóias’ encostou-as numa parede e levou as bolsas das três. Isso por volta das três das sete e pouco da manhã, na avenida Rio Branco”.

 

Para o médico Ronaldo Laranjeira, não falta assistência aos dependentes, mas sim uma ação que prenda traficantes e feche os locais de venda. “Em alguns hotéis [da região], a diária é de R$ 6. Então são hotéis e bares que são especificamente para o tráfico. Isso a gente sabe que está acontecendo. Deveríamos ter um jeito de fechar muitos estabelecimentos lá na Cracolândia, se é que a gente quer acabar com ela”.

 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 580 pessoas estão internadas em casas terapêuticas da capital e na Grande São Paulo. Elas foram encaminhadas pela missão Belém, que atua na Cracolândia com o apoio do governo. No entanto, o sistema compulsório de tratamento internou apenas uma pessoa desde o início do ano.

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