Após protestos de 7 de Setembro, bancos continuam depredados

Por talita
|Victor Moriyama/ Reuters 18 manifestantes foram presos e u menor apreendido|Victor Moriyama/ Reuters

Um dia após os protestos de 7 de Setembro, que aconteceram na avenida Paulista e no centro, muitas agências bancárias ainda permaneciam com suas fachadas depredadas. Os rastros de destruição podiam ser vistos em uma agência do banco Bradesco, na praça da Sé. Ali, além das fachadas, os vândalos destruíram dez caixas eletrônicos – um dos terminais foi incendiado.

Outras agências, nas avenidas Liberdade e Paulista, também amanheceram com as fachadas destruídas. Uma delas, na praça João Mendes, passava por reparo, por volta das 13h.

O prédio da Câmara também continuava com os vidros quebrados ontem.

Segundo balanço da PM (Polícia Militar), divulgado ontem, 18 manifestantes foram presos e um menor, apreendido. Outros 21 foram conduzidos a delegacias para “averiguação”. Entre os presos, cinco foram detidos por tentativa de homicídio, formação de quadrilha, corrupção de menor e dano ao patrimônio público. De acordo com a PM, eles agrediram um policial e portavam 16 artefatos explosivos, um bastão de ferro, uma faca e uma garrafa de gasolina. Na noite de ontem, quatro pessoas permaneciam detidas em São Paulo. A manifestação, comandada pelos black blocs, começou na avenida Paulista e seguiu até o centro, onde houve confronto com a PM na frente da Câmara. Na praça João Mendes, um grupo cercou um policial, que disparou para o chão. Uma bala ricochetou e atingiu de raspão o queixo de um fotógrafo. Pelo menos quatro pessoas foram atropeladas. Uma delas foi atingida por um carro da PM.

Jornalistas são agredidos durante ato em Brasília

O 7 de Setembro em Brasília também teve protestos, confrontos e atos de vandalismo. Fotojornalistas que registravam as cenas acabaram sendo agredidos por policiais militares.

Ricardo Marques, fotógrafo do Metro Jornal, foi agredido em dois momentos. “Primeiro quebraram o flash da câmera com o cassetete. Depois fui atingido com muito spray de pimenta, desmaiei e, quando acordei, minha câmera havia sumido”, disse.

Já Ueslei Marcelino, da agência Reuters, teve que ser levado ao hospital após cair enquanto fugia de cães da polícia. “Tive ruptura muscular nas duas pernas e ficarei um mês sem trabalhar”, contou.

Monique Renne e Carlos Vieira, do “Correio Braziliense”, também foram agredidos.

“Todas as denúncias serão apuradas com rigor”, disse o secretário de Segurança, Sandro Avelar. “Esse não é nosso modo de atuar, mas pode ser fruto do estresse do momento.”

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