"Empresa para transporte em SP é retrocesso", diz Hanashiro

Por george.ferreira

Criar uma empresa dentro da prefeitura para transportar passageiros de ônibus em São Paulo é um retrocesso, analisa o ex-secretário de Transportes Getúlio Hanashiro, que foi entrevistado, nesta quinta, pela BandNews FM. “Certamente deve ter impacto no valor das tarifas”, acredita. Hanashiro foi responsável por extinguir a antiga CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), que, até 1993, controlava o serviço na cidade.

Ontem, o prefeito Fernando Haddad (PT) disse que ideia é ter uma empresa pública que faça intervenções localizadas, podendo operar o sistema em dias de paralisações.

“Não entendo por que a prefeitura, depois de três dias, não interveio na empresa. Eu diria que, até no limite da institucionalidade, como poder concedente, [ela pode] usar seus poderes”, diz o ex-secretário.

Segundo Hanashiro, a Prefeitura já pode fazer isso por meio da SPTrans e possui meios legais para intervir ou multar as empresas nos dias de greves de motoristas e cobradores. “Do ponto de vista legal, o poder público tem condições de implementar medidas. Do ponto de vista de concessão, o poder publico pode tudo”, comenta.

O ex-secretário defende ainda a ampliação de corredores de ônibus como forma de melhorar o transporte público na capital paulista.

Para Hanashiro, hoje, a prefeitura tem que resolver a questão do financiamento do transporte público em São Paulo. “Estamos em torno de R$ 1,6 bilhão subsídio. A prefeitura vai ter que bancar R$ 2 bilhões até o ano que vem. São gastos que não têm retorno”, observa.

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