Suspeitos de matar boliviano são achados mortos

Por Carolina Santos
Menino de 5 anos foi morto em junho | Reprodução/ Jornal da Band Menino de 5 anos foi morto em junho | Reprodução/ Jornal da Band

Dois homens presos suspeitos de matar o menino boliviano Bryan Capcha, de cinco anos, foram encontrados mortos na tarde desta sexta-feira no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Santo André, na Grande Sâo Paulo.

As informações foram confirmadas pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) de São Paulo. Há suspeitas de que os dois tenham sido envenenados, segundo informações do Brasil Urgente.

‘Não quero morrer’, implorou o menino.

Veja também: “Morte não conforta família, diz advogada”

Em nota, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou as mortes, que aconteceram por volta das 14h30, e informou que vai apurar as circunstâncias em que elas ocorreram.

Dos cinco acusados de matar o menino, um acusado, menor de idade está preso e dois continuam foragidos.

 

O caso

 

O menino de cinco anos foi morto durante um assalto a uma casa de bolivianos em São Mateus, na zona leste de São Paulo. O fato ocorreu em junho.

De acordo com a polícia, seis homens invadiram a casa de uma família de bolivianos e exigiram dinheiro. As vítimas entregaram R$ 3,5 mil em espécie, mas a quadrilha desconfiou que havia mais dinheiro na residência e passou a ameaçar os pais da criança. Em um momento, um dos criminosos pegou o filho dos donos da casa e apontou a arma contra ele.

De acordo com os policiais, a criança chorava muito por causa da violência, e os bandidos chegaram a dizer que cortariam a cabeça dela caso ela não parasse de gritar.

Depois que os pais afirmaram não ter mais dinheiro, os assaltantes dispararam contra o garoto. Ele foi atingido na cabeça. O bando fugiu com o dinheiro.

 

Veja, abaixo, a nota da SAP na íntegra:

 

Os presos Paulo Ricardo Martins e Felipe dos Santos Lima, cumprindo prisão preventiva no CDP de Santo André, foram encontrados mortos hoje, por volta das 14h30.

Outros presos solicitaram atendimento de urgência; imediatamente os agentes de segurança penitenciária os levaram à enfermaria da unidade penal, onde já chegaram sem vida.

Providências adotadas:

 

– Comunicado à Vara de Execução Criminal;

 

– Comunicado à Polícia Civil e Perícia;

 

– Instaurado Procedimento Apuratório Preliminar, para apontar a causa da morte;

 

– O caso também será apurado pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário

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