Polícia traçará perfil de casal de PMs

Por Tercio Braga

O próximo passo da investigação sobre a morte de uma família de policiais militares na zona norte de São Paulo chega ao perfil do casal de PMs. De acordo com o repórter Peterson Izidoro, do Brasil Urgente, a chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegada Elizabete Sato, não descartou nenhuma hipótese para as causas do crime.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo afirmou que “todas as informações que chegarem ao departamento serão verificadas na investigação. A afirmação em nada difere do que se vem afirmando desde o início das apurações”. A polícia trabalha com a possibilidade de o menino de 13 anos – filho do casal de policiais – ter matado o pai, a mãe, a avó e a tia-avó antes de ter se suicidado.

Investigação

O menino de 13 anos, suspeito de ter matado a família e se suicidado na sequência, aprendeu a dirigir e a atirar com os pais. A informação foi revelada por um PM que mora na rua das vítimas, em depoimento. Ao todo, 15 pessoas já foram ouvidas sobre o caso.

Na quinta-feira, o Brasil Urgente mostrou com exclusividade imagens com os corpos da família de PMs morta no último domingo. O apresentador José Luiz Datena analisou as fotografias das vítimas ao lado da presidente da Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, Maria do Rosário Mathias Serafim.

As fotografias mostram o pai do menino acusado de ter sido o autor dos disparos, um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar); a mãe, também policial militar; a avó; a tia-avó e o próprio garoto, que teria se suicidado. O caso aconteceu no último domingo.

Maria do Rosário diz que “custa a acreditar” que foi o menino de 13 anos quem atirou em toda a família em São Paulo. “Minha descrença se prende à pressa de se falar tão rapidamente quem foi o acusado do crime”, afirmou a perita. Mas, segundo ela, se foi mesmo o menino, é a “mente mais doentia” que ela já viu.

“Não é assim que se age. Pode aparecer alguma coisa que mude”, completa. De acordo com ela, é importante que se dê um tempo maior para afirmar com certeza que foi o garoto. Maria do Rosário tem 35 anos de experiência como perita em São Paulo. “É preciso saber se o menino teria capacidade de dar esse tiro”, completa.

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