Bombeiros acham corpo da décima vítima de obra que desabou

Por fabiosaraiva
O desabamento de um prédio de dois andares provoca mortes na zona leste de São Paulo| Nacho Doce/ Reuters O desabamento de um prédio de dois andares provoca mortes na zona leste de São Paulo| Nacho Doce/ Reuters

Foi encontrado, na tarde desta quinta-feira, o corpo da décima vítima do desabamento de uma obra em São Mateus, na zona leste de São Paulo, na última terça-feira. O último desaparecido após o acidente era o ajudante de pedreiro Antônio Welington Teixeira Silva.

 

Quase 48 horas após o desabamento do prédio em construção, o corpo da nona vítima fatal do acidente foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros, por volta de 7h30 desta quinta-feira. O corpo só foi encontrado após a retirada de escombros do local. A vítima é o pedreiro Claudemir Viana de Freitas, de 28 anos, que veio do Maranhão.

 

Embargo

 

Responsável pelas investigações do desabamento, o delegado Luiz Carlos Uzelin disse mais cedo, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que a polícia investiga se a prefeitura de São Paulo tinha conhecimento de que o embargo da obra não havia sido acatado. “Esse pode ter sido o motivo pelo qual a prefeitura não tenha tomado nenhuma outra providência”.

 

Segundo Uzelin, é de conhecimento da polícia que a obra foi autuada algumas vezes por conta de irregularidades. “É prematuro falarmos da responsabilidade da prefeitura agora”.

 

Até o momento, apenas pessoas que trabalhavam na obra prestaram depoimento. Em breve, o delegado pretende ouvir quem têm envolvimento direto com a edificação.

 

Uzelin fez questão de esclarecer que a investigação está focada no “desabamento com resultado morte”. “O inquérito é só sobre coleta de provas, que serão encaminhadas ao Ministério Público. A tipificação final fica a cargo do Ministério Público”, apontou.

 

Para a promotoria de Habitação e Urbanismo, era responsabilidade da prefeitura de São Paulo lacrar o prédio que desabou em São Mateus. O acidente causou a morte de pelo menos nove pessoas na terça-feira.

 

Clique e ouça a entrevista com o promotor

 

Em entrevista à Bandnews FM, o promotor José Carlos de Freitas, responsável pelo inquérito do caso, afirma que era papel dos agentes públicos ter “emparedado a obra” antes da tragédia.

 

No último mês de março, a subprefeitura de São Mateus multou e embargou a obra, mas as reformas no edifício, que abrigaria a loja de roupas Torra Torra, continuaram.

 

O promotor reforça que a prefeitura abandonou no último ano a prática de emparedar obras irregulares. O proprietário do prédio, Mostafa Abdallah Mustafa, a construtora Salvatta e a prefeitura deverão ser responsabilizados, segundo o promotor.

 

 

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo